sexta-feira, 25 de maio de 2012

EDUCAR OU NÃO

Podemos constatar se não ou há educação hoje? Ou podemos ver muito blá blá blá e nada de ensino efetivo? Eu penso que é difícil definir o que pode ser uma educação efetiva, dentro de vários parâmetros, até mesmo, na própria filosofia. Hoje com o mundo moderno, com as exigências que as empresas tem com seus empregados, que aqui no Brasil tentam por “bigas” na era pré-histórica, exigindo o que não se tem num país que o ensino seja primitivo. Mas por que isso ocorre? Dentro de minha opinião, o ensino tem um papel fundamento dentro da democracia contemporânea; muito mais alienante do que qualquer meio de comunicação e pasmem, na area de matemática, o ensino não mudou nada.

Eu penso que a matemática nunca pode ser uma ciencia, não nos moldes de uma verdadeira ciência empírica e sim, uma matéria abstrata e irreal. O modo que tudo isso se realiza mostra, as inverdades que ocorrem dentro de uma mesma matéria, que às vezes, não tem utilidade. Um exemplo é as equações, onde poderemos em nossas vidas usar uma equação? Ou até mesmo, o logaritmo, para que posso utilizar isso? Muito mais do que ensinar temos que analisar sua serventia. Se o sujeito quer aprender algo que contenha logaritmo, que tenha isso no curso que irá fazer na faculdade, não obrigar o sujeito a aprender uma coisa que ele não irá usar em nenhum momento do que escolheu.

O principio do conhecimento é a vivencia, onde o homem aprende sobre o seu meio ambiente e não de forma artificial que nos colocaram como obrigação, inteligência não é sinal de dificuldade. O esforço de se aprender tem que conter na vontade, só aprende se você gostar e quiser, se não quiser será um aprendizado inútil. O conhecimento, pode ser melhor definido como uma habilidade mental que faz do homem um ser que inventa instrumentos para suas necessidades, mas nem sempre essas necessidades são causadas por minhas meras especulações ou realidades que mesmo faço, coisa que a matemática é campeã.

Um sábio disse que não se salva a humanidade com a geometria, parece exagero, mas se pensarmos que desperdiçamos muito o saber, ensinamos que o homem tem que viver envolto a liberdade. Nunca o ser humano esta preso como agora, a ditadura estética que atiça o preconceito, a ditadura do consumo porque para sermos felizes, temos que ter algo da “moda”. Isso infelizmente, começa na escola, a educação de hoje afrouxou a rédeas e infelizmente, não atendeu ao nosso país e sim, ao interesses estrangeiros. Como fazer uma escola que faça que o adolescente aprenda sem querer desperdiçar conhecimento?

O garoto de periferia não quer saber o que levou Pedro Álvares Cabral a descobrir o Brasil ou se Tiradentes foi ou não enforcado, ele não se vê nessas histórias. A mídia fez com que a miséria fosse um “show” de “marketing” para mostrar uma coisa que ao invés de ser sanado, vira um “bode expiatório” para que o jovem pense que fatos da história não interessam, são fatos despresantes que não fazem parte da vida deles. O pensar hoje, não faz parte de nenhum currículo que possa entrar numa empresa dita séria, quanto mais ignorante o funcionário seja, mais pode ser manipulado. Mas o ser humano ao longo da história, vem explorando seu semelhando e hoje, o faz atravez da escola.

Não falo que os jovens não tenham que ir a escola, pois é fundamental é ter o conhecimento, mas não é e nem pode ser só isso o seu papel, mas de formador de um cidadão que fará parte do Estado democrático. O mesmo Estado que o renega e lhe fará muito mais mal do que bem, escraviza vendendo a idéia que o cidadão brasileiro principalmente, tem obrigação de votar, servir o exercito, ter roupas e aderir a moda. O que eu digo, as vezes ou sempre, não pode ser o que eu penso, pois irei ofender.

As coisas não devem ser aprendidas por mera questão política e moral, política, por razões obvias de submissão ideológica, moral; por se tratar uma questão de religiosidade fanática de algumas castas sociais. Questão ética dentro do ensino? Pode ser por questões de própria submissão da escola, o ensino se presta ao papel de pôr o cidadão na condição que tinha que tirar. Como faz isso?

É obvio que numa aula de geografia ninguém vai dizer que o meridiano de Greenwich, esta no centro, por motivos muito mais políticos do que outra coisa. Numa aula de matemática, todos dizem que mexe com seu raciocino, 20% segue uma carreira desse tipo os outros 80% param por causa de matérias não complementares com sua vida. Numa aula de filosofia, como disseram para mim, professores ficam indagando questões que são demasiadamente chatas. Por que não atiçar a inteligência do aluno?

Na história como na história da filosofia, vimos que ensinar o ser humano é uma tarefa muito difícil, mexe com interesses dos poucos que mandam na sociedade, mexe com muito mais coisa que acredita nossa vã filosofia.

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