sábado, 13 de janeiro de 2018

mensagem de ramatis-espiritualidade

Nota: Mestre Kuthumi e Ramatis são o mesmo ser.
Capítulo - 2

O Juízo Final

PERGUNTA:- Qual o principal objetivo do ‘juízo Final”, no evento profético dos “tempos chegados”?
RAMATIS: - E o de selecionar os espíritos em duas ordens distintas, a fim de ser ativada a ascensão espiritual das duas ordens selecionadas.

PERGUNTA: - Quais serão essas duas ordens distintas?

RAMATIS: - Compreenderão os dois grupos distintos que Jesus profetizou para a hora final, quando afirmou que viria julgar os vivos e os mortos, separando os lobos das ovelhas, o trigo do joio, ocasião em que os bons sentar-se-iam à sua direita e os maus à sua esquerda. Um desses grupos - o que tomará lugar à direita do Cristo - será constituído das criaturas cuja vida houver representado um esforço à procura da bondade, do amor, da honestidade, da renúncia em favor do próximo, no cumprimento dos preceitos renovadores do Evangelho; o outro grupo - que tomará lugar à esquerda do Cristo - será representado pelos maus, compondo a triste caravana dos que emigrarão para um orbe inferior, em relação com o seu padrão anticrístico. E o dos que planejam os arrasamentos das cidades pacíficas; os técnicos impassíveis que movem botões eletrônicos para destruição à distância; os cientistas satânicos que operam nos desvãos dos laboratórios, na preparação dos engenhos de morte; os que exaurem fosfatos na busca de meios mais eficientes para assassinatos coletivos nos matadouros ou nas matas verdejantes; os que criam indústrias para o fabrico de instrumentos criminosos; os autores de engenhos malignos, que transformam os aviões da fraternidade em monstros vomitadores de bombas infernais. E a triste caravana será ainda engrossada com outros contingentes humanos provindos das corrupções administrativas: os que se locupletam com os bens públicos e dificultam o leite para a criança, o asilo para o velho, o agasalho para o desnudo e o hospital para o indigente; as almas venais, que transformam a consciência em balcão; os exploradores sensacionalistas das desgraças alheias; os jornalistas, escritores, tribunos e políticos que instigam ou defendem as forças do ódio, indiferentes à edificação superior da consciência das massas e à educação essencial da criança. Este o séquito a caminho da implacável retificação no “habitat” sombrio de outro mundo tão agressivo e impiedoso quanto as suas próprias consciências, e que se tornará o regaço materno não só dos que obrigam as mãos que lavram o solo pacífico a tomar armas para o extermínio fratricida, como daqueles que insuflam o ódio racial e contribuem para o desaparecimento da paz; dos que industrializam as graças divinas a troco da moeda profana; dos que pregam a fraternidade promovendo a separação e empregam os recursos da violência para a conversão dos infiéis. Como egoístas, impiedosos, avaros, fariseus e salteadores de “traje a rigor”, terão que se sujeitar aos pródromos de outra civilização humana, no exílio provisório à “esquerda” do Cristo.

PERGUNTA: - Supondo que esses seres se convertam na hora derradeira de seu afastamento da Terra, porventura Deus não os perdoará?

RAMATIS: - Não alimenteis as falsas ilusões que as religiões criaram a esse respeito. O perdão exige uma premissa, que é a ofensa. Ninguém pode perdoar sem ter aceito ou considerado a ofensa correspondente. Portanto, para que Deus perdoe, é necessário conceber-se que, antes disso, se sentisse ofendido! Uma vez que Deus não se ofende - pois é o Absoluto Criador Incriado - não precisa perdoar. Ele é a Lei Suprema, cujo objetivo se revela na consecução da felicidade do espírito. Demais, o perdão à última hora - como já explicamos - não modifica o conteúdo íntimo da alma, a qual necessita reeducar- se para se harmonizar com as esferas de vibração mais pura.

PERGUNTA: - Afirmou-nos o irmão que a separação, na hora do juízo Final”, ativará a ascensão espiritual dos dois grupos. Como se dará essa ascensão entre os que forem afastados para as regiões infernais?

RAMATIS: - Jesus afirmou que os da sua esquerda seriam degradados para regiões onde só há o ranger dos dentes. Isto significa que se trata de planos rudes, primitivos, opressivos locais de desespero, de ódios, de desforras e de animalidade. Os afastados para regiões inferiores em relação ao vosso orbe, constituindo-se de almas esclerosadas no mal e na preguiça espiritual, daninhas às coletividades pacíficas, também progredirão até mais rapidamente, ante a agressividade do meio em que forem habitar. Tratando-se de espíritos já sensíveis, conhecedores dos bens terráqueos, sofrerão mais intensamente os impactos purificadores, pela maior consciência dos seus estados íntimos. A saudade da vida no seu planeta original ativará intensamente as suas inteligências, condensando-lhes no subjetivismo da alma desejos e ideais para uma breve libertação do orbe inferior. Ambos os grupos estabelecidos no “Juízo Final”, o do”trigo”e o do”joio”, conseguirão acentuado progresso espiritual, de acordo com os valores afins ao seu psiquismo coletivo.

Os da direita do Cristo serão favorecidos com nova reencarnação na Terra já higienizada no seu clima e magnetismo, que lhes permitirá uma ascensão mais rápida, devido à pulsação uníssona dos sentimentos Crísticos de todos.

PERGUNTA: - É essa a finalidade única dessas épocas proféticas classficadas como juízo Final”?

RAMATIS: - As épocas de “Juízo Final” têm também por função ajustar a substância planetária para se tornar melhor”habitat” e, conseqüentemente, requerem seleção de almas com melhor padrão, necessário para as sucessivas reencarnações em moradia aperfeiçoada. E um mecanismo previsto pela Suprema Lei e rigorosamente coordenado e dirigido pelos que são designados para criar em nome de Deus; ultrapassa o entendimento humano e a matemática das leis científicas, Conforme já vos explicamos, trata- se de planos elaborados pelos Construtores Siderais, em sintonia com o “Grande Plano” mentalizado pelo Criador. Como os planetas são corpos poderosos, ou seja, campos de energia concentrada que toma a forma material, obedecem tacitamente às leis de progresso energético, que lhes aprimora a substância, ajustando-os, paulatinamente, à evolução harmônica do sistema a que pertencem. As humanidades que lhes estão conjugadas - como gozam do livre arbítrio de realizar a sua felicidade quando bem lhes aprouver - é que raramente atingem a sua perfeita renovação dentro da perfeita conexão “espírito-matéria”. Essa negligência da alma requer, então, dos Mentores do orbe, periódicas separações entre o”joio” e o “trigo”, os bons e os maus, as “ovelhas e os lobos” ou, ainda, os da “direita” e os da “esquerda” do Cristo, Jesus, quando predisse, há dois milênios, os fatos a ocorrerem nos “tempos chegados”, bem sabia da necessidade selecionadora de que vos aproximais, em conseqüência do mau uso do vosso livre-arbítrio. O “livre-arbítrio” é um direito que o Pai concede ao espírito mas, quando ele abusa dessa faculdade, retarda-se na ascese espiritual e se desajusta, causando prejuízos ao progresso da sua própria morada. Iludido pelos prazeres transitórios da vida física, seduzido pelas gloríolas efêmeras e pelos tesouros enganadores, trabalha em prejuízo de sua felicidade; depois, assusta-se, temeroso da aproximação do “Juízo Final”. E que nota, surpreso, que vivia entre as ilusões do mundo provisório, fazendo ouvidos moucos à Voz Augusta do Mestre, que advertia da hora improrrogável do ajuste”psicofísico”. A Lei, imutável, severa, mas justa na lógica do aprimoramento por seleção, afasta para mundos inferiores os que reclamam recursos mais drásticos para a escalada da perfeição. E, assim como se acelera o progresso dos degredados para mundos mais atrasados à força de um sofrimento compulsório mais doloroso, do novo “habitat”, também se desenvolve o psiquismo dos nativos desses orbes primitivos, ante o auxilio que lhes trazem os descidos dos mundos mais adiantados. E a perfeita eqüidade da Lei Suprema, que atua para o bem e para a felicidade de todos os filhos de Deus!

PERGUNTA: - Isso quer dizer que estamos sob um perfeito controle administrativo do Espaço. É isso mesmo?

RAMATIS: - Não deveis estranhar a existência dessa administração, salvo se vos esquecestes do que Jesus disse: “O que ligardes na Terra será ligado nos céus, e o que desligardes na Terra também será desligado nos céus”. Nada ocorre no vosso mundo, que não tenha aqui as suas raízes fundamentais; seja o fato mais insignificante, seja a conseqüência mais ampla. Os Mestres Espirituais vos acompanham, desde os primeiros bruxuleios da consciência individual, por meio de “fichas cármicas” de vossas existências. A desordem e a indisciplina podem causar confusões em vossos meios materiais, mas nos organismos diretores de vossas existências espirituais a ordem e a harmonia são elementos permanentes. Na hora nevrálgica dos eventos selecionadores, “a cada um será dado conforme as suas obras” e, também, “muitos serão os chamados, mas poucos os escolhidos”. O terrícola assemelha-se comumente a um menino irresponsável; procura ignorar a sua urgente necessidade de integração no Evangelho, guardando a ilusão de que haverá contemporizações se porventura sobrevier uma “hora dolorosa”, em que se façam ajustes das falências espirituais! A persistência em permanecer nas trevas da iniqüidade não pode favorecer a ninguém perante a justiça divina.

PERGUNTA: - Os Juízos finais” são elaborados prévia e definitivamente para o estado psicológico dos habitantes de um orbe, ou obedecem a modificações eventuais?

RAMATIS: - Obedecem a modificações periódicas e se sucedem em perfeita correspondência com as mudanças de “raças raízes”, que estabelecem padrões mentais e científicos nos planetas. São acontecimentos que os registros iniciáticos, do Oriente, denominam de “Pralayas”, cujos eventos se sucedem dentro da “Ronda” de cada orbe. E por isso que, embora a ciência oficial queira afirmar a inalterabilidade do ângulo de obliqüidade do eixo da Terra, podereis verificar naqueles registros orientais que esse eixo se modifica, em algumas épocas, produzindo conseqüências cientificamente imprevistas. São as variações decorrentes da inclinação do eixo terrestre que produzem os períodos chamados “Pralayas”, que se registram sob o determinismo científico da Lei Cármica do orbe e dos seus moradores.

PERGUNTA: - É violenta essa variação do eixo terrestre?

RAMATIS: - Manifesta-se de duas formas distintas; umas vezes com certa violência, produzindo rápida modificação e acarretando um cataclismo geológico, como ocorreu na submersão da Atlântida, e outras vezes não.

Além do que consta nos registros iniciáticos do Oriente, podeis encontrar notícias da última influenciação sofrida pelo eixo da Terra se percorrerdes os textos da Bíblia, do Talmude, de inúmeros papiros egípcios, das tábuas astronômicas da Babilônia, da Pérsia, da Índia, e até os calendários astecas e os dos maias. Há notáveis e exatas referências a esse fenômeno nas lendas folclóricas do México, da China, da Arábia, do Tibete, da Finlândia; nos relatos verbais ou tradições conhecidas entre os aborígines da América Central e os remanescentes dos peles-vermelhas americanos. Os Livros de Bambu, dos chineses, as Crônicas do Talmude e o Livro dos Reis, entre os assírios, revelam perfeita concordância conosco nas suas citações simbólicas do fenômeno de que se trata. Os mamutes, que os vossos cientistas lobrigam sob os gelos do Pólo Norte, ainda com o ventre repleto de ervas ingeridas, que cresciam a mais de 1.800 quilômetros de distância do local, são testemunhos indiscutíveis de que houve um acontecimento violento no passado. Na realidade, a espécie mamute foi aniquilada de súbito - asfixiada pelo gás que se desprendeu na convulsão - e soterrada sob o gelo que se formou em conseqüência da modificação rápida do eixo da Terra. A nova modificação no eixo terráqueo, que se inicia atualmente, processa-se lenta e gradativamente. No primeiro caso houve inversão e, no segundo, registra-se elevação do eixo.

PERGUNTA: - Temos procurado enquadrar essas vossas revelações nos cânones científicos atuais, mas não encontramos maneira lógica de o fazer Tais fenômenos devem, porventura, contradizer as leis científicas humanas?

RAMATIS: - Aparentemente, parecer-vos-á que contradizem: em primeiro lugar, porque não estamos autorizados a vos dar integral e indiscutivelmente soluções que, em grande parte, cabe a vós mesmos descobrirdes dentro da lei do esforço próprio; em segundo lugar porque, em se tratando de eventos futuros, para além de vossos dias, é necessário velai de certo modo, o desenrolar completo dos acontecimentos e do fenômeno particular do “planeta higienizador”. Pouco a pouco, no entrechoque da crítica oficial com as oposições experimentais, toda a realidade se fará visível. No momento, a ciência há de se apegar à letra do espírito mas, no futuro, os acontecimentos vos revelarão o espírito da letra!

Sabemos que muitos iniciados ocultistas, do vosso mundo, já levantaram uma pontinha do “véu de Isis” que encobre o fundo dos nossos relatos. O julgamento daquilo que constitui vaticínio, predição ou conjetura do que há de acontecer no futuro torna-se dificultoso se feito “a priori”, por meio das leis conhecidas em vosso mundo. Apesar do positivismo de vossa ciência oficial, não chegou ela, ainda, a um acordo ou identificação de pensamento quanto à catástrofe da Atlântida! E o fato é de estranhar, de vez que existem marcas, sulcos e indicações perfeitas, no vosso mundo, que servem de elementos acessíveis e positivos para as precisas verificações do ocorrido. Cremos que, ante a dificuldade de encontrardes elementos exatos para julgamento do que já sucedeu à flor da vossa crosta terráquea, e a impraticabilidade de julgardes o que já aconteceu no passado, é visível incoerência tentardes julgar acontecimentos futuros!

PERGUNTA: - No entanto, têm-se levado a efeito certas pesquisas de indiscutível resultado, que poderão servir de base lógica para certas dúvidas acerca do que dizeis sobre o futuro. conhecidas certas leis, facilmente se poderá avaliar da marcha de eventos conjeturados.

RAMATIS: - Os cientistas da Atlântida também esposavam dúvidas sobre o que iria acontecer, até aos últimos momentos dos acontecimentos, embora as “pitonisas” e as “vestais” dos “Templos do Vaticínio” advertissem de uma próxima catástrofe, e o próprio rei Noé, decididamente, fizesse navegar o seu palácio flutuante até as fímbrias do Himalaia, a fim de preservar os documentos iniciáticos em seu poder. O conhecimento científico daquela época - embora adiantado no campo astronômico e astrológico, em relação às leis positivas - desmentia a possibilidade de acontecimentos inesperados e incomuns. Conforme reza a tradição bíblica, enquanto Noé predizia o dilúvio, o povo dançava e se divertia, zombando da ingenuidade do seu bom rei e confiado nos seus conhecimentos fragmentários.

Os cientistas ignoram que os profetas costumam lançar um véu sobre o fundo de suas predições, porque encerram também vaticínios referentes a futuros remotos. A ignorância dessa circunstância fez que o povo atlante fosse colhido por uma inundação espantosa, sem poder alcançar as altas cordilheiras, que os sacerdotes assinalavam como locais de segurança.

PERGUNTA: - Estamos essencialmente acostumados a esse positivismo cientifico porque, apesar de tudo, os nossos cientistas costumam prever com bastante antecedência, aquilo que realmente sucede conforme suas previsões matemáticas. Não é verdade?

RAMATIS: - Indubitavelmente, consagrados líderes da ciência do vosso mundo hão alcançado indiscutíveis ilações no campo científico, e genial precisão na esfera astronômica, Mas, apesar dessa exatidão científica, desse positivismo indiscutível em suas bases experimentais, as correções, as substituições e as novas descobertas exigem contínuos acertos. O sistema de Cláudio Ptolomeu, decalcado de inúmeras outras investigações da época e que afirmava ser a Terra o centro do Universo, cedeu lugar à teoria do sistema heliocêntrico, de Copérnico, em que o Sol passou a figurar como sendo esse centro. Até aos princípios do século IX, os astrônomos asseguravam, com positividade experimental, que apenas sete planetas giravam em torno do Sol. Mas isso não impediu que LeVerrier, em 1846, descobrisse Netuno e, graças aos cálculos de Percival Lowell, fosse assinalado Plutão em 1930. E não podereis afirmar que sejam esses orbes os últimos a serem descobertos, porquanto a função prosaica do homem é a de apenas descobrir e calcular aquilo que a Lei Suprema criou sem consultar a presunção dos compêndios humanos! Recorrei aos vossos anais científicos e neles encontrareis inúmeras teorias sobre a constituição intrínseca do Sol, sem que formem ainda um acordo perfeito de idéias. A teoria dos raios cósmicos não tardará em pôr por terra a consagrada lei de Newton; a curvatura da luz, na teoria einsteiniana, após o exame dos posteriores eclipses totais, demonstrar-vos-á um erro de mais ou menos 30% nos vossos cálculos teóricos! Marte - planeta acessível aos vossos exames astronômicos - tem servido de base para inundar de teorias os vossos compêndios, nos quais a variabilidade de considerações científicas é bem acentuada! Os satélites de Júpiter serviram para inúmeras discussões, quando descobertos e, ainda hoje, apesar da imensa capacidade técnica da instrumentação ótica do Monte Palomar, não sabeis qual a estrutura exata dos anéis de Saturno, nem tendes a visão polimorfa do que chamais os “canais marcianos”. Ser-nos-ia extemporâneo enumerar as teorias e descobertas retificadoras da ciência do vosso mundo, desde os tempos imemoriais, demonstrando também a sua vulnerabilidade constante. Os vossos astrônomos desdenham ainda da possibilidade de modificação do eixo terráqueo, neste século, e, no entanto, desde o “Livro de Enoch” - nos consagrados diálogos de Noah e Enoch, o avô - já os iniciados conheciam perfeitamente o assunto e ainda o acompanham gradativamente, através dos tempos.

PERGUNTA: - Quais os resultados para a massa planetária, em virtude de tais variações periódicas do eixo da Terra?

RAMATIS: - Através das modificações que resultam, estabelecem-se os repousos e as revitalizações do solo, com os quais certas regiões desnutridas e radiativamente esgotadas haurem novas forças de que precisam para servir aos seus moradores. 1-lá nova redistribuição de águas e de terras, bem como substituições de climas, que então favorecem a composição do material destinado ao espírito na experimentação da forma. Já podeis observar, no momento que passa, as inquietantes variações de clima e de pressão atmosférica que se estão sucedendo, inesperadamente, em vosso globo. Determinadas epidemias esquisitas, que já tendes assinalado nas regiões asiáticas, são provenientes de emanações gasosas, que se fazem sentir na gradual modificação do eixo da Terra, embora não ocorra um impacto gasoso violento, que se aniquilou sob o gelo do Pólo Norte. O deslocamento das florestas canadenses e suecas, a migração constante dos pingüins e das focas, as áreas siberianas que se estão tornando agrícolas, as comprovações últimas de que os mares árticos estão esquentando e a navegação que se prolonga continuamente no estreito de Bhering, devem merecer de vós cuidadosa observação, pois o fenômeno da elevação do eixo está em prosseguimento, embora ainda imperceptivelmente.

A vossa ciência oficial pode teimar em querer ignorar o assunto, mas o certo é que a ciência oculta - que está preservada dos olhos profanos e das discussões estéreis - possui o roteiro dessas modificações periódicas. Na história dos “Grandes Ciclos Secretos” consta tudo isso e mesmo a profecia da submersão da Atlântida, extensiva para além do Período Terciário, no qual aquela extraordinária civilização foi desaparecendo sucessivamente da face do orbe. A Atlântida encontrava-se bastante civilizada, quando o “eixo da roda” se inclinou e ocorreu o “pralaya” das raças, surgindo a neve, a geada e o gelo nas regiões tropicais. Os estudiosos do assunto poderiam obter esclarecimentos a respeito nos “registros orientais”, dos santuários iniciáticos, à vista dos quais reconheceriam que a frase pitoresca “eixo da roda” refere-se ao eixo da Terra!

PERGUNTA: - Ocorreram ainda outras modificações na posição do eixo da Terra?

RAMATIS: - As modificações previstas pela Engenharia Sideral são concomitantes aos eventos de cada “raça-mãe”, ou “raça-raiz”, predispondo-as para certo desenvolvimento específico, conforme a região que habitam. A raça lemuriana manifestava fortemente a vontade de viver, formando a cabeça das várias raças precedentes, semi-animais. Assim que desempenhou a sua função de formar a substância consciencial da mente no plano das formas, para o desenvolvimento mais nítido do raciocínio, foi substituída pela raça atlante, cujos vestígios de vida podeis encontrar na perfeita correspondência dos símbolos astecas, que se afinizam aos tipos humanos do Egito.

Há em torno do Oceano Atlântico (para os espíritos observadores) uma série de fatos que, à sua margem, comprovam a identidade de um povo desaparecido. Ao mesmo tempo que os lemurianos manifestavam - como já dissemos - vontade ardente de viver, os atlantes revelavam a paixão, o apetite sensual, isto é, os desejos desordenados de uma natureza toda passional. Estudos cuidadosos sobre as civilizações asteca e egípcia, identificariam os fundamentos básicos dos tipos humanos atlantes que, mais avessos às exigências do intelecto, eram profundamente passionais. Os lemurianos, que haviam desenvolvido no organismo físico as primeiras cintilações da vontade dirigida, não sabiam, entretanto, usar a mente, que poderia ter- se consolidado em sua pujança, o que somente os atlantes, no final do seu ciclo evolutivo, puderam conseguir com êxito.

Cada modificação do eixo da Terra influi profundamente na conformação geológica e na estrutura da raça em efusão. Já podeis verificar, no momento, os profundos sinais reveladores dessa mudança na evolução humana. Há no vosso mundo um novo tipo de consciência, em formação, que difere do tipo tradicional, embora só a possais encontrar entre os verdadeiros “eleitos”, no seio da massa comum. Após a modificação do eixo e a conseqüente higienização do vosso “habitat”, essa consciência - que revela as credenciais do espírito da nova raça - é que terá de comandar a civilização do terceiro milênio.

PERGUNTA: - Qual o conteúdo básico dessa consciência futura?

RAMATIS: - E o ideal da Fraternidade, que alguns povos já revelam em acentuado esforço de realização. Ela está se formando, principalmente, entre os povos americanos, cujos braços se estendem, presentemente, para os combalidos das coletividades de além-mar. Na “Ronda” formativa das sub-raças e sete “raças- raízes”, do vosso globo, os Mentores Siderais previram sete modificações essenciais; já ocorreram quatro modificações, e a quinta está beirando os vossos lustros terráqueos, em concomitância com a quinta raça-raiz. E já sabem eles, de antemão, quais as nações e as raças que estão mais aptas para continuar a civilização, no cumprimento dos planos desenvolvidos na Mente Divina.

PERGUNTA: - Poderíamos saber quais as nações sobre- viventes dessa catástrofe proveniente da modificação do eixo da Terra?

RAMATIS: - Não nos cumpre indicar nominalmente quais os conjuntos sobreviventes, mas conhecê-los-eis pela sua maior afinidade com os ensinos do Cristo, pelo seu maior afastamento do mercantilismo e da corrupção moral. E a característica “fraternismo”, o que principalmente os distinguirá na sobrevivência. Serão os povos que revelam a preocupação constante de auxiliar o próximo e que se dedicam imensamente em “servir”, bem como em anular fronteiras raciais. São os que, embora sob múltiplos aspectos ou formas devocionais - na variedade polimorfa de intercâmbio com o Alto -- procuram o Cristo Interno, num auto compromisso assumido no Espaço. São os que realizam movimentos espirituais tendo à frente líderes que revelam a força coesa no trabalho e a segurança completa nos seus ideais. São aqueles cujos exemplos contaminam e atraem os forasteiros e imigrantes que sentem a decadência das velhas fórmulas dos seus países. São nações que constituem atrações contínuas para o afluxo de artistas, filósofos, cientistas e religiosos de todos os matizes, que as “sentem” como preservadas do perigo na hora trágica do “Juízo Final”. Mas, advertimos-vos (e procurai distinguir!): o essencial para sobreviver é a procura do Cristo Interno!

PERGUNTA: - Os nossos cientistas encontrarão provas, em breve, de que já houve modificação anterior na posição da Terra?

RAMATIS: - Com o fenômeno do degelo na Groenlândia, encontrarão vegetações aniquiladas, como o álamo, o carvalho, o pinheiro, os cedros, árvores frutíferas como as das nozes, das castanhas, das amêndoas, próprias de climas contrários. Inúmeras outras plantas dar-lhes-ão a confirmação de que o Pólo Norte já foi região aquecida e está retornando à sua primitiva forma.

PERGUNTA: - cremos que a notícia da aproximação do “astro higienizador’, a que anteriormente vos referistes, e que influirá na elevação do eixo terráqueo, não há de encontrar apoio nas nossas atuais “leis astronômicas”. Através dos seus conhecimentos astronômicos, se bem que rudimentares, os nossos astrônomos ou astrólogos ainda não puderam pressentir a aproximação desse astro. Que devemos pensar?

RAMATIS: - Comumente, a ciência oficial acaba encontrando a solução científica para inúmeros fenômenos que anteriormente eram considerados impossíveis ou inconcebíveis. Como não há milagres no Cosmo, um fato, por mais exótico que pareça, ou o evento por mais inimaginável que tenha sido, termina sendo enquadrado num princípio científico. Há sempre uma lei que se liga a uma série de outras leis e, conseqüentemente, se conjuga à Lei Suprema da Criação. Antigamente eram consideradas milagres as estranhas chuvas de blocos de pedras, que caíam dos céus; mas, assim que os cientistas franceses descobriram a existência dos meteoritos, não tardaram em expor as “leis científicas” que governavam o fenômeno. Entretanto, Copérnico, Galileu, o meticuloso Kepler e o genial Newton eram profundamente céticos quanto aos relatos idênticos constantes da Bíblia! As leis conhecidas naquela época desmentiam, profunda e terminantemente, a possibilidade de caírem pedras do céu! Mas as pedras, os meteoritos - que ignoravam, talvez, essa decisão da ciência da Terra - teimaram em cair, no século dezenove, para espanto dos cientistas. E justo que duvideis, no momento, daquilo que só após certo tempo poderá realizar-se, mas é certo também que não podereis impedir aquilo que tem de acontecer, embora sejais cultores de leis e ciências positivas. Ainda que não possais ver a “espiga” no grão de milho, plantai esse grão e o “tempo” dar-vos-á a espiga completa! Os cientistas da Atlântida ainda se empenhavam em discussões acadêmicas, quando as torrentes oceânicas invadiram seus laboratórios de pesquisas, e a submersão se fez, apesar da crença na impraticabilidade do fenômeno profetizado! Posteriormente, os sobreviventes descobriram as leis que haviam determinado a grande catástrofe. E a profecia, naquela época, assim rezava, para só mais tarde ser compreendida: - “Haverá mudança do eixo da roda; o quente ficará frio e o frio será quente, lançando o de baixo para cima e o de cima para baixo”. Se Galileu houvesse consultado os apontamentos atlântidas, ter-se-ia surpreendido com a antecipação do pensamento daqueles cientistas, que já afirmavam que “a Terra se movia em torno do Sol”, conforme se poderá verificar nos Registros Orientais dos Ciclos Cármicos, onde se diz que “a roda tem eixo e gira em redor de Ra (o Sol)”.

PERGUNTA: - Alguns filósofos espiritualistas afirmam- nos que não se dará um evento como o ‘juízo Final”, motivado pela modificação do eixo terráqueo. A creditam eles que o ‘juízo Final” é uma época simbolizada por Jesus naquela expressão, mas referente apenas ao amadurecimento interior do homem, isto é, ao desaparecimento do inundo anticristão, mas sem essas conseqüências bruscas, materializadas nas profecias que, por isso, não são absolutamente exatas. Qual o vosso parecer?
Psicografado por Hercílio Maes
Editora do Conhecimento
RAMATIS: - Duvidar das profecias consagradas nas tradições bíblicas seria atribuir a Jesus o título de embusteiro, pois ele ratificou as predições dos profetas e sempre as acatou e repetiu. João Evangelista, na ilha de Patmos, aos 96 anos de idade, quando do seu desterro determinado por Domiciano, ouvindo a voz que vinha da esfera do Cristo, registrou suas impressões e descreveu a “Besta do Apocalipse”. Isso vos demonstra a fonte divina de suas profecias. Ainda mais: Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel, Marcos e João Evangelista anotaram, com ricos detalhes, os eventos em questão. Mais tarde, ainda outros trouxeram novo cabedal e reforço para que a alma terrícola, descrente, se compenetrasse da realidade espiritual e retificasse o seu caminho tortuoso. Podeis destacar, entre eles, o monge Malaquias, Santa Odila, o Cura d’ Ars, Catarina de Emmerick, o campônio Maximino, o profeta de Maiença, Frau Silbiger, Paracelsus, Mãe Shipton, bem assim lembrar-vos das profecias cientificamente comprováveis pelas medidas padronadas das pirâmides do Egito e nas ruínas dos templos astecas.

Mas é ainda Nostradamus, o famoso vidente e ocultista do século dezesseis, que oferece matéria mais aproximada dos eventos dos vossos próximos dias. Michel de Nostradamus, conceituado médico, em uma de suas existências anteriores, foi um dos mais célebres profetas bíblicos. Embora variem as interpretações acerca das suas “centúrias”, realizaram-se até o momento todas as suas predições, com acentuada exatidão. Há, na língua de vossa pátria, excelente obra de interpretação das profecias de Nostradamus, inspirada, daqui, ao seu intérprete, pelo próprio vidente francês. Essa obra, sob os nossos olhos espirituais, guarda a maior fidelidade com os próximos acontecimentos. As modificações e os acontecimentos previstos estão enquadrados dentro das próprias leis estabelecidos pelos Organizadores do Orbe, A função dos profetas tem sido apenas a de noticiar o que há de suceder, sem intervenção de idéias próprias.

PERGUNTA: - Em face de acontecimentos científicos e de movimentos confraternistas, como os que se realizam na Terra atualmente, não poderíamos alcançar elevação espiritual, independentemente de sucessos catastróficos?

RAMATIS: - Em virtude da tradicional versatilidade humana, que se deixa seduzir pelo mundo das formas, dificilmente poderíeis conseguir a sanidade espiritual coletiva, sem os recursos purificadores das seleções proféticas. Materializa-se pouco a pouco o vaticínio tenebroso quanto à “Besta do Apocalipse”, cujo corpo e alma estão sendo alimentados pelos crimes, aberrações, guerras, ciúmes, impiedades, avareza e apego à idolatria sedutora da forma! A fermentação vigorosa das paixões inferiores, aliada à ingestão de vísceras sangrentas da nutrição zoofágica, não favorece a escultura do cidadão Crístico do milênio futuro! A aura do vosso orbe está saturada de magnetismo coercitivo, sensual e estimulante das inferioridades do instinto animal. O “reinado da Besta” se estabelece lenta mas inexoravelmente, aprisionando incautos nas suas redes sedutoras; a hipnose à matéria se processa vigorosamente e os valores tradicionais se invertem, eliminando as linhas demarcativas da moral humana! A Sublime Luz do Cristo que, no sacrifício do Gólgota, iluminou amorosamente o vosso mundo, encontra imensa dificuldade para banhar as almas impermeabilizadas pela “casca” das paixões desregradas. Recorda o esforço exaustivo que fazem os raios do Sol para atravessar as vidraças empoeiradas! Mas esse pó, que se incrusta no vosso espírito e impede o acesso íntimo às vibrações altíssimas do Cristo, será varrido sob o impacto doloroso dos “tempos chegados” e do “Juízo Final”, quando o Anjo Planetário julgará os vivos e os mortos e separará o “joio” do “trigo”.
A nova transfusão do amor Crístico ser-vos-á dada pelo imperativo da justiça e da dor!

PERGUNTA: - Uma vez que as sementes extraídas dos frutos podres podem gerar árvores sadias, não poderíamos alcançar nossa promoção espiritual sob novos planos de reconstrução moral, com o aproveitamento de todos os espíritos sadios?,

RAMATIS: - Alguns séculos antes do Cristo, já se vos ofereceu um maravilhoso padrão de vida superior, quando a civilização grega, sob a direção de mentores como Platão, Sócrates, Pitágoras, Aristóteles, Apolônio de Tiana e outros, cultuava devocionalmenle o lema: “alma sã em corpo são”. Entretanto, que evolução espiritual conseguistes desde os gregos até os vossos dias? Quando sois entregues aos ditames da vossa própria razão, seguis, porventura, o curso ascensional para a angelização tão desejada? E mais necessária se vos tornou, ainda, a imposição de resgates violentos e dolorosos, porque recebestes, como divino acréscimo aos bens doados pelos gregos, a visita do Sublime Cordeiro de Deus, que inundou vosso mundo de Luz e de Amor! Se, partindo da civilização grega e atravessando a época de Jesus, vos encontrais ainda no caos atual, qual será a vossa conduta no terceiro milênio, se vos deixarem entregues novamente aos sistemas educativos da vossa ciência tão convencida?... Realmente, só a modificação draconiana, que se aproxima, verticalizando orbe e humanidade, é que vos poderá erguer e colocar-vos nos caminhos seguros da angelitude!

PERGUNTA: - Visto que os primeiros sinais do ‘princípio das dores”podem confundir-se com acontecimentos trágicos, que se sucedem comumente neste mundo, qual o acontecimento que mais identificará a verdadeira chegada do ‘fim dos tempos’?

RAMATIS: - Já que desejais fixar o momento em que começarão a ter lugar esses acontecimentos, dir-vos-emos que, exatamente às 24 horas do dia 1° de janeiro, do próximo ano de 1950, terá início o ciclo de distúrbios climáticos e geológicos preditos há tantos séculos. Lenta, mas inexoravelmente, os fatos se reproduzirão em gradativa intensidade; inúmeros terremotos suceder-se-ão em lugares situados fora do cinturão de abalos sísmicos; grandes e temerosas inundações fluviais hão de ultrapassar níveis de rios nunca atingidos por elas; algumas ilhas vulcânicas desaparecerão rapidamente e ilhotas desconhecidas farão a sua eclosão no seio dos oceanos; chuvas torrenciais desabarão em zonas de contínuas secas, e regiões tropicais sofrerão os efeitos de geadas inesperadas; rios nutridos perderão o seu conteúdo líquido e leitos secos ficarão pejados de água; tufões e furacões visitarão continuamente as zonas ribeirinhas, estendendo-se a áreas muito distantes e eclodindo em ritmo cada vez mais acelerado. Algumas praias ficarão reduzidas, ao mesmo tempo que outras terão as suas faixas arenosas aumentadas; aldeias situadas em áreas de inundações sumir-se-ão do vosso mapa terráqueo, deixando milhões de pessoas sem teto; os animais, as aves e mesmo os peixes e crustáceos emigrarão continuamente para zonas imprevistas; o frio se fará fortemente manifesto nos lugares tradicionalmente calorosos, enquanto, para surpresa dos seus habitantes, a temperatura subirá continuamente em regiões frígidas. O movimento gradual da verticalização do eixo da Terra irá descobrindo rochas com restos petrificados, de animais e vegetais principalmente os fósseis mais importantes, que se situam na região do Irã, do Egito, do México e na China.

Muitas teorias serão aventadas pelos cientistas, para explicar o fenômeno; alguns responsabilizarão por isso os experimentos atômicos ou as devastações florestais; outros apenas afirmarão que se trata de “aquecimento natural” do orbe.

Decorridos mais alguns anos, a vossa ciência não terá mais dúvidas de que algo estranho se processa na Terra; mas, também, o homem comum já não duvidará de que soou a hora profética da sua redenção espiritual!
Capítulo -12
O astro intruso e sua Influência sobre a Terra
PERGUNTA: - Por diversas vezes, no decorrer de vossas comunicações, tendes feito referência a um astro que se está aproximando da Terra, com a finalidade de higienizar o ambiente terreno e atrair para a sua crosta os espíritos que desencarnarão por ocasião do ‘juízo Final”. Poderíeis informar-nos qual o ano em que a Ciência Astronômica poderá assinalar a presença desse astro?

RAMATIS: - Mais ou menos entre os anos 1960 e 1962, os cientistas da Terra notarão determinadas alterações em rotas siderais, as quais serão os primeiros sinais exteriores do fenômeno de aproximação do astro intruso e da proximidade do “fim dos tempos”. Não será nenhuma certificação visível do aludido astro; apenas a percepção de sinais de ordem conjetural, pois essa manifestação dar-se-á mais para o final do século.

PERGUNTA: - Por que motivo designais esse astro umas vezes como “intruso” e outras vezes como planeta “higienizador”?

RAMATIS: - Denominamo-lo de astro “intruso” porque não faz parte do vosso sistema solar, e realmente se intromete no movimento da Terra, com a sua influência, ao completar o ciclo de 6.666 anos.

Em virtude do seu magnetismo primitivo, denso e agressivo, ele se assemelha a um poderoso ímã planetário, absorvendo da atmosfera do vosso globo as energias deletéricas, e por esse motivo o figuramos também como um planeta “higienizador”

PERGUNTA:- Tendes falado, também, em sua “sucção Psicomagnética como sendo uma outra função do referido astro. Em que consiste essa sucção?

RAMATIS: - A medida que os espíritos forem desencarnando, serão selecionados no Espaço sob a disciplina profética do “julgamento dos vivos e dos mortos”, isto é, dos que já se acham no Além e daqueles que ainda estão na Terra, mas já assinalados pela efervescência do magnetismo nocivo e sintonizado com o do astro intruso. Ele é, como já vos temos dito, o “barômetro” aferidor dos esquerdistas e direitistas do Cristo. O seu papel é o de atrair para o seu bojo etéreo astral todos os desencarnados que se sintonizam com a sua baixa vibração, pois, analogamente às limalhas de ferro quando atraídas por ferro magnético esses espíritos terrícolas desregrados, denominados “pés de chumbo” - porque realmente estão chumbados ao solo térreo pelas suas vibrações densas - verse-ão solicitados para a aura do orbe visitante. Essas entidades atraídas para o astro intruso serão os egoístas, os malvados, os hipócritas, os cruéis, os desonestos, os orgulhosos, tiranos, déspotas e avaros; estarão incluídos entre eles os que exploram, tiranizam e lançam a corrupção. Não importa que sejam líderes ou sábios, cientistas ou chefes religiosos; a sua marca, ou seja, o selo “bestial”, esta identificado com o teor magnético do planeta primitivo. Eles irão situar-se numa paisagem afim com os seus estados espirituais encontrarão o cenário adequado aos seus despotismos e degradações, pois o habitante desse orbe encontra-se na fase rudimentar do homem das cavernas; mal consegue amarrar pedras com cipó, para fazer machados! A Terra será promovida à função de Escola do Mentalismo e os desregrados, ou os esquerdistas do Cristo, terão que abandoná-la, por lei natural da evolução. O planeta primitivo é o seu mundo eletivo, porque já lhes palpita sincronicamente no âmago de suas próprias almas; apenas hão de revelar, em nova forma física, as idéias e impulsos bestiais que lhes estão latentes no íntimo.

•Nota do autor espiritual - Convém não esquecer que a ação mais importante do planeta”higienizador no mundo oculto; a sua aura magnética, em fusão com a aura terrena, então proporcionará o ensejo para a emigração coletiva do “Juízo Final”.

PERGUNTA: - Essa atração será violenta?

RAMATIS: - Não avalieis as soluções siderais com a pobreza do vosso calendário, porquanto já estais vivendo essa atração. Gradativamente ela se exerce em correspondência com o estado vibratório de cada espírito. Muitos malvados, que têm sido verdadeiros demônios para a civilização terrena, já denunciam em suas almas aflitas e desesperadas o apelo implacável do planeta higienizador da Terra! Legiões de criaturas adversas aos princípios cristãos sentem-se acionadas em seu psiquismo inferior e rompem as algemas convencionais da moral humana, lançando-se à corrupção, à devassidão, ao roubo organizado e ao caos da cobiça. E o momento profético das definições milenárias; todo o conteúdo subvertido do espírito virá à tona, excitado pelo magnetismo primitivo do planeta intruso! E necessário que todos tenham a sua oportunidade derradeira; revelarem-se à direita ou à esquerda do Cristo! E a profética figura da “Besta” do Apocalipse se fará visível, na soma das paixões humanas que hão de explodir sob o estímulo vigoroso desse astro elementar. E, como a Lei é imutável e justa, cada um será julgado conforme as suas obras, pois a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.

PERGUNTA: - Muitos que Têm lido as vossas comunicações avulsas alegam que é um absurdo o volume de 3.200 vezes maior do que a Terra, que atribuístes ao planeta intruso.A passagem desse astro junto ao nosso planeta, e com tal volume, acarretaria talvez uma catástrofe em todo o sistema solar?

RAMATIS: - É que ao captardes o nosso pensamento confundistes o volume áurico do planeta com o seu volume material. Esse volume de 3.200 vezes maior do que a Terra não é referente à massa rígida daquele orbe, cujo núcleo resfriado é um pouco maior que a crosta terráquea. Estamos tratando da sua natureza etéreo astral, do seu campo radiante e radiativo, que é o fundamento principal de todos os acontecimentos no “fim dos tempos”. E o volume do seu conteúdo energético, inacessível à percepção da instrumentação astronômica terrestre, mas conhecido e até fotografado pelos observatórios de Marte, de Júpiter e de Saturno, cujas cartas siderais registram principalmente a natureza e o volume das auras dos mundos observados.

A composição do magnetismo etéreo astral desse planeta, em comparação com o mesmo campo de forças da Terra, é indescritível efervescência de assombroso potencial energético, e ultrapassa, então, de 3.200 vezes o mesmo conjunto terráqueo. Inúmeras estrelas que os astrônomos situam no céu variam, também, quanto aos seus núcleos rígidos e sua aura etéreo astral que, dotadas muitas vezes de igual volume material, diferenciam-se em milhares de vezes quanto ao volume áurico.

O campo mineral do núcleo rígido do astro em questão é também mais compacto e poderosamente mais radiativo sobre o do vosso planeta. A sua área de ação é muitíssimo maior, quer em sentido expansivo, quer em profundidade magnética. A sua composição químico-física supera o potencial energético original do vosso orbe, pois é mundo mais primitivo, qual usina de energias superativadas e em ebulição, enquanto que o magnetismo terrestre já é algo exaurido, na seqüência do tempo em que se condensou.

Esse poderoso ímã-magneto que circula sobre um ângulo do vosso sis tema solar, em sua aproximação também influi e se combina à aura etéreo astral dos outros orbes circunvizinhos da Terra, no conhecido fenômeno de contacto astrológico. Os cientistas atlantes previam a futura influência do planeta intruso sobre o vosso mundo, pois em seus tratados de astrosofia, a serem em breve conhecidos, já diziam que “o juízo da Terra seria assistido pela ronda da roda de Rá”, ou seja, pela ronda do globo responsável pelo juízo da Terra em torno do Sol.

PERGUNTA: - E qual o volume do seu núcleo rígido ou seja de sua matéria resfriada?

RAMATIS: - Não vos esqueçais de que toda profecia apresenta duas revelações: uma que pode ser descrita ao pé da letra e entendível na hora da predição; outra cabalística, que exige certo conhecimento familiar iniciático para ser devidamente compreendida, porquanto só se ajusta a formas ainda desconhecidas, do porvir. A parte interior, iniciática e sidérica, de nossas mensagens, tem sido compreendida pelos que estão familiarizados com o mecanismo velado sob o “Véu de Isis”, mas a realidade científica, que se esconde sob a alegoria incomum - absurda no presente, mas realidade habitual no futuro - cabe realmente à Ciência desvendá-la ao mundo, em seus mínimos detalhes, conforme determina a ética sideral de evolução pessoal da consciência humana. Por esse motivo, não podemos antecipar-nos aos compêndios geofísicos e astro- físicos, nem ao mérito e à aprendizagem das minudências e soluções acadêmicas.

Os profetas assinalaram no passado, e com êxito, que o fogo cairia dos céus, mas coube à ciência humana descobrir as leis e produzir cientificamente o fogo atômico, o qual inegavelmente correspondeu ao que fora dito de modo cabalístico. Os videntes conjeturaram o acontecimento e a ciência concretizou os detalhes. O mérito foi de ambos; um conjunto pensou antecipadamente e outro realizou o pensamento no tempo predito. Do mesmo modo, estamos noticiando-vos o acontecimento em geral e fixando-lhe as bases mais ou menos acessíveis à vossa mente, mas veladas no seu teor importante, visto que fotografamos instantaneamente, na tela astronômica externa do vosso orbe, um fenômeno cuja eclosão atada é profundamente interior.

O volume de matéria resfriada desse orbe, seus movimentos, velocidade, translação e rotação, são coisas que cabe à ciência terrícola descobrir e anunciar na hora aprazada. Os Mentores mandam-nos delinear o fenômeno em suas linhas gerais e noticiar o mecanismo básico do “fim dos tempos”, lembrando aos homens imprudentes que os planos siderais já alcançaram a Terra em sua eclosão astrofísica!

PERGUNTA: - A aura etéreo astral desse planeta, 3.200 vezes maior que a aura da Terra, não nos induz a crer que a sua massa rígida deva ser também muito mais volumosa que a do nosso orbe?

RAMATIS: - Verdadeiramente, o astro intruso é maior do que a Terra, em seu núcleo rígido ou sua massa resfriada, mas não há correspondência aritmética entre os núcleos e auras de ambos. O volume etérico do primeiro é mais extenso ou expansivo, porque também é mais radioativo, no sentido de energia degradada, e mais radiante no sentido de interceptação de energia pura ou livre. Embora seja um globo oriundo da “massa virgem” do Cosmo, com que também se forjou o globo terrestre, ele se situa como um tipo especial à parte, comparado ao vosso orbe, e que variou desde o tempo de coesão molecular, resfriamento, volume e distância com que circunavega no seu campo constelar. Inúmeros outros fatores de ordem magnética e interna, só cabíveis na física transcendental, tornam-no dotado de uma aura consideravelmente prodigiosa em confronto com a esfera astro etérea do vosso orbe.

O fenômeno higienizador - repetimos - é de suma importância no mundo interior; processa-se em condições e dimensões incomuns ao vosso atual entendimento. Não podemos afastar-nos, por enquanto, da base essencial destes relatos, em que afirmamos ser o magnetismo o motivo operante dos acontecimentos; um fenômeno de características aparentemente astrológicas, pois é a ciência acadêmica que há de cuidar, em breve, do fenômeno propriamente astronômico.

PERGUNTA: - Podereis dar-nos uma idéia dessa complicação tão grande que não nos permite encontrar proporção aritmética entre a aura tia Terra e a sua crosta rígida e a aura do planeta intruso e o seu núcleo?

RAMATIS: - A Terra é um globo cuja substância rígida, ou seja, a matéria resfriada, possui uma aura etérico-astral que lhe dá também o “quantum” magnético no equilíbrio do sistema e na convergência e distribuição dos raios cósmicos à sua superfície. Essa aura, que é formada da energia livre ao descer ou condensar-se vibratoriamente e ser interceptada na forma de “radiação”, constitui-se também de outro tipo energético degradado, que é a radioatividade formada pela soma das auras radioativas dos remos mineral, vegetal e animal, remos esses que também se compõem das auras etéreo astrais de seus elementos ou espécies afins.

O globo terráqueo é um “interceptador” no seio do éter- cósmico, absorvendo energias radiantes na forma de ondas eletromagnéticas e dispersando radioatividade na degradação da energia já liberada do serviço fundamental do orbe. Cada átomo está interpenetrado e envolvido por uma aura atômica, que é produto dos movimentos e irradiação dos elétrons que giram velozmente em torno do seu núcleo. As moléculas, por sua vez, sendo compostas de átomos, também possuem a sua aura mais ampla; sucessivamente, tanto quanto aumenta o número de moléculas, crescem também, na mesma proporção, o volume e a potência da aura, formando-se de células, tecidos e substâncias em todos os remos. Por fim, esse crescimento vem a formar a aura radiativa do inseto, do condor ou do homem, assim como a aura radiativa da semente, da árvore, da floresta ou a do grão de areia, ou do Himalaia.

Somando todos os vermes, insetos, aves, animais e homens, tereis a aura do reino animal; somando pólens, sementes, arbustos, carvalhos ou bosques e florestas, tereis a aura do reino vegetal; reunindo areia, pedregulho, colinas, picos ou cordilheiras, oceanos, rios e desertos, tereis a aura do reino mineral. Examinando, a distância, a contextura total da Terra, os olhos espirituais clarividentes podem ver uma irradiação que a envolve qual gigantesca névoa luminosa e que, após envolver o globo maciço ou material, dissemina-se em todos os sentidos. Essa a aura da Terra, formada integralmente das auras de todos os remos e estes dos seus componentes, até findar nas auras dos elétrons em torno dos seus núcleos atômicos.

Essa aura gigantesca por vezes se comprime ou expande, clareia ou escurece, assume um colorido cinzento-pardacento ou se aviva num laranja-fulgurante que, em certos pontos, apresenta nuances avermelhadas. Na realidade, são fenômenos resultantes da influência de outras auras planetárias, que se aproximam ou se afastam da zona terrestre, e que os astrólogos assinalam habilmente em suas tábuas de rondas planetárias. Outras vezes, a aura da Terra apresenta cintilações chamejantes, quando os seus habitantes se estraçalham nos campos fratricidas, dominados pelo mais abominável espírito de ódio, crueldade e vingança. Ocasiões há em que se apresentam estrias viscosas, como se em certos pontos geográficos escorressem filetes de gorduras repugnantes; são sinais do desregramento de povos, cidades ou agrupamentos que já se deixaram dominar pela ação da Besta!

O globo terrestre está impregnado de forças que atuam diretamente sobre os seus átomos, a fim de reuni-los, mantê-los em equilíbrio nos sistemas eletrônicos e na harmonia dos movimentos, pois é de senso comum que a vida é a ação permanente da Energia sob a sua fase-degradação, isto é, Matéria.

As auras, pois, são emanações dessa energia, densa à periferia dos Corpos e cada vez mais diáfana à medida que se estende para além do núcleo; correspondem especificamente à natureza dos objetos ou corpos de que se originam. Eis o motivo por que a aura do astro intruso é 3.200 vezes maior do que a aura da Terra, embora os seus núcleos rígidos sejam mais ou menos do mesmo volume. E a própria velocidade, rotação, compressão no campo do sistema planetário em que se move, aumentam ou diminuem essa configuração áurica.

PERGUNTA: - Diante da complexidade do assunto, para cuja compreensão nos falta base primária, poderíeis dar-nos um exemplo elucidativo de que um núcleo rígido menor pode possuir aura maior e outro núcleo maior pode ter aura menor?

RAMATIS: - Um bloco rígido, pesando três quilos, composto de nove partes de cimento e uma só parte de aço imantado, possui uma aura etéreo astral bem diminuta em força e volume, perto de outro bloco que pese apenas um quilo, mas com nove partes de aço imantado e apenas uma parte de cimento. A qualidade desse aço imantado supera consideravelmente a quantidade do cimento, inócuo no campo de irradiação. Enquanto um quilo de aço pode prender em si um milheiro de agulhas, o Himalaia não consegue atrair um alfinete sequer! O que importa na operação é o potencial vigoroso da aura do mineral e não a igualdade ou compacticidade do seu volume.

No próprio cientificismo da bomba atômica, é mais valioso um quilo de urânio do que todas as pedras puras da cordilheira dos Andes...

E sob este aspecto mais qualitativo que situamos o fenômeno cabalístico do planeta higienizador, que a Ciência poderá avaliar mais tarde, no cientificismo das leis atrativas e agora mais libertas do dogma dos princípios newtonianos da lei de gravidade tradicional.

Vós já vos encontrais movendo-vos nessa aura etéreo astral do estranho planeta que, no momento, atua de dentro para fora, agindo na mais perfeita equação psicofísica. Enquanto a natureza física do vosso mundo progride sob fenômenos desarmônicos e o degelo aumenta, também se acicatam o temperamento e o magnetismo das criaturas, que se excitam sob estranho convite interior; consolidando pouco a pouco a figura da Besta e o reinado do Anticristo! Enquanto a Terra intercepta e aprisiona a ação do astro, segundo a sua capacidade e afinidade com o campo rígido do mesmo, a humanidade terrícola efetua a interceptação coletiva do seu psiquismo agressivo, fixando-o na capacidade pessoal de cada ser!

PERGUNTA: - Porventura esse planeta já não se aproximou da Terra, há 6666 anos, quando completou a sua órbita, e não teria causado perturbações idênticas às que acabais de citai ou mesmo perturbações de outra espécie?
PERGUNTA: - Poderíeis descrever-nos o processo de higienização através desses fluidos tão inóspitos, do astro intruso?

RAMATIS: - Os fluidos que constituem o magnetismo inferior daquele astro agem através das camadas astrais mais densas e entram em sintonia com idêntico potencial latente em cada espírito reencarnado, ou desencarnado em torno da Terra.

Sabeis que, sob a correspondência vibratória da lei de atração entre os semelhantes, uma paisagem pastoril, suave e benéfica, desperta na alma um sentimento poético, ao passo que a contemplação de uma tragédia causa angústia e horror. Do mesmo modo, as vibrações psíquicas inferiores, do planeta intruso, de um teor energético animalizado, avivarão tendências semelhantes na alma dos terrícolas. Nesse exacerbamento psicomagnético, recrudescerão os desejos mórbidos, que mal se dissimulam naqueles que ainda vivem distantes da cura pelo Evangelho. Sob esse excitante convite interior, que desata as amarras frágeis do instinto inferior, os invigilantes terminam materializando à luz do mundo exterior aquilo que lhes dormita latente no energismo da esfera animal.

Em sentido oposto, e sob esse mesmo simbolismo, o Astro Sublime, que é o Cristo, também continua a efetivar convites energéticos às almas, pela via interna do espírito superior, esforçando-se para despertar-vos as forças adormecidas do anjo, que também existem latentes em todos os seres.

Enquanto algumas almas se deixam higienizar pelo magnetismo sublime e Crístico e emigram, pouco a pouco, para a aura desse Astro Salvador, inúmeros outros espíritos terrícolas só atendem ao voluptuoso apelo do planeta intruso e avivam as suas energias degradantes em perfeita afinidade com as forças deletérias que lhes povoam a atmosfera magnética.

E óbvio que essa sintonia psicomagnética, com a consequente emigração dos “semelhantes”, terminará limpando o vosso orbe das fontes vivas e produtoras do próprio magnetismo deletério.
PERGUNTA: - E corno poderíamos avaliar o processo através do qual os terrícolas despertarão em seu psiquismo a natureza magnética inferior do astro higienizador?

RAMATIS: - Essa natureza está latente em •todos os seres, de vez que é a própria paixão animal que serve para plasmar os organismos da estrutura humana. Ela serve de base para o crescimento da consciência do homem, assim como o caule selvagem é o fundamento para germinação da planta superior que lhe é enxertada. Na rosa fragrante, o perfume é o mundo superior que ela consegue atingir através do seu próprio esforço; no entanto, as forças que a auxiliam nesse divino quimismo vêm exatamente do monturo ou dos detritos que lhe adubam as raízes!

Em conseqüência, essa energia telúrica do mundo inferior está sempre viva no psiquismo humano e, através também dos ancestrais hereditários, ela se reaviva na psique reencarnada, cumprindo a esta dominá-la ou sublimá-la para fins superiores.

O planeta intruso é um vigoroso “detonador” psíquico do regime dessas forças agrestes que ainda dormitam na alma humana; é ele que ateia o fogo definitivo para o reinado desregrado da Besta! A sua aura, que é totalmente força magnética atrativa pelo campo etéreo astral, atuará nas zonas invisíveis também astro etéricas de todos os seres, acordando-lhes o gosto e as tendências animalescas. A sua própria órbita, de 6.666 anos, é dotada do numero místico da Besta, e que já foi compreendido no seu verdadeiro sentido pelos que “têm olhos para ver”.

PERGUNTA: - O astro que se aproxima absorverá todo o conteúdo deletério da Terra e, também, o total de entidades diabólicas que flutuam no seu astral?

RAMATIS: - Não há privilégio nem discrepância na angelização do espírito criado por Deus. A Lei funciona com absoluta equanimidade e sob imutável sabedoria, através da qual Deus providencia a Felicidade de seus filhos; não há injustiça nem proteção à parte, que lembrem os recursos políticos do vosso mundo. Os Mentores Siderais não praticam violências ou desforras contra as almas rebeldes, pois sabem que se trata de um estado natural em relação com o grau evolutivo do espírito humano a caminho da renovação superior. Os diabos de hoje serão os anjos de amanhã, e estes já foram os rebeldes do passado! O astro que vos visitará só há de absorver a porcentagem de magnetismo deletério terráqueo que vibrar com ele; as almas serão então atraídas, pouco a pouco, para a sua atmosfera agressiva e primária, mas na conformidade individual eletiva para essas faixas vibratórias.

E a própria lei de atração entre os semelhantes e de correspondência vibratória que há de selecionar a cota do magnetismo inferior terráqueo em transfusão para o planeta intruso; assim que diminuir o conteúdo astral inferior, em torno da Terra, ir-se-ão reduzindo também as possibilidades de ação e de energismo nutritivo aos espíritos que ainda se alimentam do magnetismo inferior.
PERGUNTA: - Como poderíamos entender melhor essa explicação?

RAMATIS: - Se reduzísseis a dosagem específica e físico-química do oceano, metade dos seus peixes - os maiores e os mais agressivos, que exigem nutrição mais robusta no meio líquido se extinguiria imediatamente ou teria que emigrar para um outro oceano portador das substâncias necessárias às suas necessidades nutritivas e relacionadas com o seu velho “habitat”. No entanto, os peixes mais evolvidos, que também se contentam com o meio “químico-físico” delicado do oceano, prosseguiriam ainda mais jubilosos e mais favorecidos no seio líquido higienizado e eletivo às suas preferências de melhor qualidade. Não há castigos nem providências inoportunas no seio do Cosmo; o astro que vos visitará é conseqüência do previsto na Lei da Regência Ascensional, guardando excelente afinidade com os próprios espíritos exatamente indicados para o exílio.

PERGUNTA: - Pressupomos, então, que os remanescentes terão que sofrer a ação de certa porcentagem de magnetismo coercitivo, que há de restar após a passagem do planeta. O astral do nosso mundo não ficará contaminado com uma certa parte do magnetismo inferior daquele astro, após essa passagem?

RAMATIS: - O anjo não é um autômato guiado por fios invisíveis, mas o produto do esforço próprio, sem que se anule, portanto, o estímulo ascensional ante qualquer intervenção extra natural do Alto. O fenômeno da sucção incessante e gradativa, por parte do astro, não elimina “ex-abrupto” o ensejo tias renovações, as quais ainda pertencem à responsabilidade pessoal dos próprios escolhidos para a direita do Cristo. Os que reencarnarem ria Terra, no terceiro milênio, como candidatos a planos celestiais, não ficarão metamorfoseados em “anjos imaculados”, apenas porque seja higienizada certa porcentagem magnética do ambiente em que terão de viver. Eles serão escolhidos e agrupados pelas tendências simpáticas ao Cristo, mas terão que buscar a sua completa purificação sob as disciplinas costumeiras das vicissitudes naturais do mundo físico e também de conformidade com o restante dos seus débitos cármicos. Cumpre-lhes o esforço heróico e pessoal para vencerem definitivamente o gosto pela vida da carne e merecerem a verdadeira vida, que é a consciência do espírito no mundo crístico.
Capítulo - 13
Os que migrarão para um planeta inferior

PERGUNTA: - Podeis dizer-nos qual a quantidade aproximada de espíritos que serão transferidos da Terra para o planeta inferior que se aproxima do nosso mundo?

RAMATIS: - Segundo prevê a Psicologia Sideral, deverá atingir a dois terços da vossa humanidade o total dos espíritos a serem transferidos para o astro de que temos tratado. A esses dois terços ainda serão acrescentados os que deverão ser selecionados, no Espaço, entre o conjunto dos espíritos que sempre sobejam nas reencarnações, para então se efetivar a melancólica caravana dos “esquerdistas” do Cristo.

Os profetas assinalaram essa porcentagem sob vários aspectos e cada um conforme a sua possibilidade de entendimento dos símbolos que lhes foram apresentados na tela astral. Destacamos, principalmente, os seguintes prognósticos: “E serão deixados poucos homens” (Isaias, 24:6). “Duas partes dela serão dispersas e perecerão; e a terceira parte ficará nela. E eu farei passar esta terceira parte pelo fogo”, ou seja, a parte da “direita” do Cristo, a ser purificado (Zacarias, 13:8,9).”E a terça parte das criaturas que viviam no mar, morreu, e a terça parte das naus desapareceu” (Apocalipse, 8:9), em cujo simbolismo se percebe que dois terços dos habitantes da Terra devem desencarnar em conseqüência de inundações ou de naufrágios.

PERGUNTA: - Esses dois terços de habitantes da Terra serão desencarnados violentamente, para serem encaminhados ao planeta inferior?
RAMATIS: - Jesus disse: “E serão julgados os vivos e os mortos”, isto é, os encarnados na Terra e os desencarnados que se situarem nas adjacências da Terra. Esse julgamento já se esta processando, pois não será efetuado de modo súbito, mas obedecendo a indescritível mecanismo que não podemos descrever na exigüidade destas comunicações. Muita gente que está desencarnando atualmente ainda poderá reencarnar-se, voltando ao vosso mundo para submeter-se às provas mais acerbas na matéria e revelar-se à direita ou à esquerda do Cristo; no entanto, muitos estão partindo atualmente da Terra em tal estado de degradação, que a Direção Sideral terá que classificá-los, no Além, como exilados em potencial, dispensados de novos testes!

Sem desejarmos copiar o prosaísmo do mundo material, podemos afirmar que há um processo de classificação automática, nos planos invisíveis, que revela e comprova as reações do psiquismo dos desencarnados, em perfeita conexão com o princípio Crístico ou então com o modo de vida bestial que ainda é predominante no orbe intruso.

Diariamente se agravam as condições mentais no vosso mundo, conforme já podeis verificar sem qualquer protesto ou dúvida. Ante a verticalização lenta, mas insidiosa e que já se manifesta na esfera interior, faz-se a perfeita conexão entre a degradação humana e a comoção terráquea; orbe e morador sentem-se sob invisível expurgação psicofísica! Até o final deste século, libertar-se-ão da matéria dois terços da humanidade, através de comoções sísmicas, inundações, maremotos, furacões, terremotos, catástrofes, hecatombes, guerras e epidemias estranhas. O conflito entre o continente asiático e o europeu, já mentalmente delineado entre os homens para a segunda metade do século, com a cogitação do emprego de raios incendiários e da arma atômica, comprovará a profecia de São João, quando vos adverte de que o mundo será destruído pelo fogo e não mais pela água.

Em virtude de os cientistas não poderem prever com absoluto êxito os efeitos de vários tipos de energias destrutivas, que serão experimentadas para serem empregadas na hecatombe final, mesmo no período de Paz e com o mundo exausto, surgirão estranhas epidemias, deformando, diluindo e perturbando os genes formativos de muitas criaturas, do que resultarão sofrimentos para as próprias gestantes! O evangelista Mateus (XXIV)

- 19) registra essa hora, anunciada por Jesus, para os dias de grandes aflições no final do século que viveis: “Mas ai das mulheres que estiverem pejadas naqueles dias” (Mateus, 24:19).
PERGUNTA: - Mas essa reencarnação de espíritos terráqueos em planeta inferior não implica em involução?

RAMATIS: - Quando os alunos relapsos não conseguem assimilar as suas lições, seja por negligência, rebeldia ou desafeição para com os pais, são porventura contemplados com promoções para cursos superiores aos quais não fazem jus? Ou vêem-se obrigados a repetir o mesmo curso, recomeçando novamente a lição negligenciada? As almas exiladas da Terra para um mundo inferior não involuem, mas apenas reiniciam o aprendizado, a fim de retificar os desvios perigosos à sua própria Felicidade. Após se corrigirem, hão de regressar à sua verdadeira pátria de aprendizado físico no orbe terráqueo, que se tornará escola de mentalismo, para cujo desiderato a Técnica Sideral exige o sentimento aprimorado.

Aqueles que ainda invertem os valores das coisas mais santificadas para o seu exclusivo prazer e desregramento, de modo algum poderão desenvolver o poder mental na aplicação das forças criativas. Ante a proximidade do Milênio do Mentalismo, a seleção se faz urgente, porquanto as condições educativas terrenas vão permitir que o homem desenvolva, também, as suas forças íntimas, para futuramente situar-se na posição de cooperador eficiente do Onipotente. Se os “esquerdistas” da vossa humanidade ficassem com direito a viver na Terra, no terceiro milênio, em breve seria ela um mundo de completa desordem, sob o comando de geniais celerados que, de posse das energias mentais, seriam detentores de assombroso poder desenvolvido para o domínio da vontade pervertida! Os maiorais formariam uma consciência coletiva maligna e invencível pelo restante, que se tornaria escravo desse torpe mentalismo! Seria uma execrável experimentação científica contínua, de natureza mórbida, uma degradação coesa e indestrutível sob o desejo diabólico, como se dá com certos magos que hipnotizam o público no teatro e submetem grupos de homens à sua exclusiva direção mental!
Por isso serão separados imediatamente os candidatos ao diabolismo terrestre, evitando-se que se repita o acontecido na Atlântida, onde os magos-negros, da organização da “Serpente Vermelha”, conseguiram açambarcar as posições-chave da coletividade. A fim de desalojá-los de sua posição perigosa e salvar a integridade moral dos bem-intencionados, o Espaço teve que empregar exaustivos e severos recursos incomuns, que pesaram na economia e no equilíbrio magnético e psicológico da época. A terapêutica sideral não mais podia ser contemporizada; o ambiente estava impregnado de terrível energia que, na forma de um “elemental virgem”, agressivo e destruidor da matéria fina, era utilizado discricionariamente para fins nefandos. Então os Mentores Siderais fizeram reverter essa energia sobre a crosta do orbe, numa operação que diríamos de “refração” sobre os próprios agentes de todos os matizes, que a manuseavam. Os atlantes, em sua maioria, passaram então a funcionar como “captadores” vivos das forças deletérias em liberdade e que manuseavam à vontade; mas incorporaram nos seus veículos astro etéricos a quantidade correspondente a cada culpa belicosa ou uso desregrado, tornando-se portadores de uma carga nociva, do elemental tosco, primitivo, imune à medicação comum.

O resultado disso a vossa humanidade ainda está sofrendo, pois esse elemental, essa energia agressiva, lesiva à matéria mais fina, e profundamente corrosiva, está sendo expurgada pelos corpos físicos na forma confrangedora conhecida pela patogenia cancerosa. O câncer identifica ainda os restos dessa substância virulenta do astral inferior, que foi utilizada com muita imprudência por parte dos atlantes, acarretando um “carma” que deverá durar até o princípio do terceiro milênio e cuja “queima” está sendo apressada pelo Espaço, motivo pelo qual aumentam atualmente os quadros mórbidos do câncer.

PERGUNTA. - Sentimo-nos horrorizados em face dessas reencarnações de espíritos terrestres como futuros filhos de homens das cavernas. Não há injustiça nessa retrogradação?

RAMATIS: - Desconheceis, porventura, as chamadas reencarnações expiatórias em vosso próprio ambiente terrestre? Considerais involução ou retrocesso o fato de antiga alma de orgulhoso potentado, daninho à vida comum, reencarnar-se na figura do mendigo pustuloso? Ou o caso do notável escritor cuja pena foi insidiosa, fescenina e degradante, que se reencarna na forma do imbecil, para a chacota dos moleques das ruas? Ou ainda o espírito do ex-atleta, que abusava da sua força física e que regressa ao mundo das formas na figura de um molambo de carnes atrofiadas? Há injustiça ou retrogradação, quando o fluente orador do passado, cuja palavra magnetizava os incautos e seduzia os ingênuos com falsas promessas políticas, retorna à Terra como a criatura gaga, ridícula e debicada por todo mundo?

Vós considerais que o ambiente de um planeta inferior significa um retrocesso para os terrícolas, porque ficarão sujeitos a condições de vida inferiores; no entanto, tendes entre vós os cegos, os dementes e os psicóticos de todos os matizes, que já viveram existências sadias e conscientes, em vidas anteriores, e que não se queixam do ambiente em que se encontram. E que ignoram se já tiveram ou não vida melhor, assim como não podem dar notícias de si mesmos. Quantos artistas, filósofos, inquisidores, cientistas, imperadores, rainhas, religiosos e conquistadores descem à carne para ser enjaulados nas mais horrendas expressões teratológicas, sob aflitivas angústias, na expurgação do veneno letal de suas almas dissolutas, sem que por isso os vossos postulados espiritualistas os classifiquem como vitimas de involução ou de injustiça!

Por que motivo temeis que retrogradem os futuros exilados da Terra, quando é certo que eles serão incorporados na carne primitiva, mas sadia e vigorosa, dos que chamais “homens das cavernas”, cujos organismos são imunes aos tristes quadros da patogenia nervosa, sifilítica, das perturbações endócrinas e, principalmente, livres dos agravos das atrofias tão comuns ao civilizado terrícola!

Uma vez que não há involução para aqueles que se arrastam em organismos corrompidos, no solo terráqueo, depois de já haverem sido brilhantes intelectuais, famosos artistas ou líderes religiosos, é claro que essa abençoada retificação compulsória, para os emigrados para planeta inferior, não significa injustiça nem retrogradação à consciência humana.

PERGUNTA: - Quais as diferenças que os terrícolas hão de manifestar quando reencarnados nesse orbe inferior em relação aos habitantes naturais do mesmo?

RAMATIS: - O psiquismo do terrícola exilado, embora tenha sido considerado como impróprio para que ele viva na Terra - motivo pelo qual terá de afastar-se dela - é considerado superior no planeta primitivo, e a sua adaptação aos ascendentes biológicos dos homens das cavernas só tende a melhorar-lhes o padrão do corpo astrofísico. Como o perispírito do homem terrícola é mais dinâmico e exercitado, portador de um sistema de “chacras” mais apurado, a sua constituição melhorará a configuração física nos descendentes dos primatas. O psiquismo do orbe inferior renovar-se-á sucessivamente, em sua qualidade primária, sob o mecanismo psíquico mais evoluído do exilado terrícola. O psiquismo do emigrado da Terra progride, portanto, no esforço de dominar e servir-se compulsoriamente da substância etéreo astral agressiva do novo mundo, mas esta requinta-se, também, porque começa a circular num sistema perispiritual mais evoluído e sob a direção de espírito mais experimentado.

PERGUNTA: - Quais outros exemplos de progressos que os emigrados da Terra poderiam proporcionar aos habitantes do planeta inferior?

RAMATIS: - Como a transmigração de espíritos é fenômeno rotineiro no mecanismo evolutivo do Cosmo, os mundos inferiores se renovam e progridem, espiritualmente, com mais brevidade, graças a esses intercâmbios, que são constantes. Só as humanidades libertas das paixões inferiores e devotadas ao Bem espiritual é que dispensam as transmigrações compulsórias. Os movimentos migratórios dos povos, realizados nas latitudes geográficas do vosso mundo, encontram analogia nas romagens de almas que se deslocam nas latitudes cósmicas. A diferença está em que estes acontecimentos siderais obedecem, inevitavelmente, a leis e processos da mais alta técnica de adaptações.

PERGUNTA: - Essa emigração de espíritos terrícolas para um mundo inferior embora não signifique retrogradação, não representa uma punição de Deus para com os seus filhos que ainda não puderam submeter-se às leis divinas?

RAMATIS: - Não existem providências de caráter punitivo nas leis estabelecidas por Deus. Os meios drásticos empregados pelos Mentores Siderais não só reabilitam os delinqüentes, como ainda OS aproximam mais rapidamente do verdadeiro objetivo da vida, que é a Ventura Espiritual, a eles reservada desde o primeiro bruxuleio de consciência. No Cosmo, tudo é educação e cooperação; os planos mais altos trabalham devotadamente para que as esferas inferiores se sublimem na contínua ascensão para a Sabedoria e o Poder! Os exilados se retificam compulsoriamente no comando dos corpos vigorosos dos homens das cavernas, porque ficam privados dos impulsos viciosos, sob o guante da carne primitiva, que lhes imprime uma direção consciencial deliberada em outro sentido. Sob o instinto vigoroso do cosmo celular selvático, eles reaprendem as lições; através do intercâmbio entre o psiquismo mais alto e o campo psíquico em formação, os homens das cavernas recebem os impulsos para as aquisições dos germes da filosofia, da ciência, da arte e do senso religioso.

PERGUNTA. - Como poderão os terrícolas retificar-se no planeta inferior, se estarão no comando de corpos ainda mais primitivos e, conseqüentemente, viveiros de paixões brutais? É crível que, depois de fracassarem em organismos mais evoluídos, os espíritos terrícolas consigam a sua alforria espiritual em organismos inferiores? A convivc3ncia selvagem não há de despertá-los psiquicamente para os antigos desequilíbrios e desregramentos?

RAMATIS: - Realmente, a natureza passional do organismo do homem das cavernas há de predominar com mais vigor do que nos antigos corpos terrestres; o espírito do exilado há de sofrer maior assédio inferior, sob os estímulos hereditários e irrefreados do psiquismo passional do homem do sílex; no entanto, assim o determina a sabedoria da Lei e da Técnica Sideral, que bem sabe do êxito a ser conseguido, pois que apenas se repetem os mesmos acontecimentos, que em milhares ou bilhões de ocasiões têm sido empregados como recursos de retificação à rebeldia espiritual, nos mundos materiais e no astral junto à crosta.

O exilado terrícola recebe o corpo na conformidade apenas de sua psicologia espiritual, e que corresponde à sua estultícia, desregramento e indiferença pelos bens superiores. Lembra o irresponsável e desastrado condutor de veículo, que se torna indigno da confiança do seu chefe ou patrão, e só merece ser colocado na direção de viaturas tão imperfeitas e desconfortáveis quanto a sua própria índole daninha no dirigir!

A alma que arruína, deforma ou destrói o seu organismo físico no fogo das paixões violentas e destruidoras deve receber; pela lei de compensação, um corpo desconfortável e primitivo, em correspondência com a rudeza do seu péssimo comando. Deus seria imprudente ou pouco sóbio se prodigalizasse organismos mais sadios e mais perfeitos às almas que só admitem a orgia destrutiva dos sentidos animais! Os espíritos que abusam da bênção reencarnatória em um corpo físico sadio e evoluído não só criam prejuízos para si, como afetam desde o trabalho dos técnicos responsáveis pela configuração etéreo astral do molde da carne, até àqueles que intercedem pela reencarnação. E esses prejuízos ainda se estendem aos próprios pais, que se sentem subestimados no esforço de criar e educar o descendente que malbarata o vaso físico. O mau uso do corpo sacrifica laboriosa equipe de trabalhadores, que operam para o bom êxito da reencarnação, seja qual for a retificação cármica, assim como o malfeitor espiritual, que zomba do privilégio abençoado no “direito de nascer”, sobre outros milhares de espíritos preteridos na descida.

PERGUNTA: - Quando os exilados se reencarnam como filhos de homens das cavernas, a força bruta e vital, do novo mundo inóspito, não lhes domina completamente o psiquismo terrícola, que é mais refinado e sublimado? O perispírito do terrícola não fica, porventura, completamente subjugado pela poderosa energia psíquica da carne animalizada do orbe primitivo?

RAMATIS: - Assim como no reino vegetal podeis enxertar a muda frutífera superior na planta agreste, no pitoresco “cavalo selvagem”, também o espírito exilado, da Terra, se enxerta no tronco rude do psiquismo selvático do homem das cavernas. A seiva vigorosa de planta primitiva sobe, violenta e rude, para subjugar a espécie intrusa, que lhe é enxertada, tentando impedir-lhe a produção dos frutos. A planta inferior não domina o seu ciúme, cólera e despeito e teima em não ceder a sua energia para a espécie estranha. Mas o jardineiro atencioso vela pelo êxito da nova espécie civilizada e prodigaliza-lhe os socorros necessários; extermina os ramos agressivos do caule selvagem, que tentam debilitar a muda enxertada. A poda inteligente enfraquece a planta bravia, porque lhe decepa as folhas e os galhos que lhe garantiam a personalidade vigorosa; então a seiva é obrigada a subir, para desenvolver e avantajar melhor a planta, que assim distribui, com cuidado e harmonia, a mesma seiva vigorosa e rude que recebe do plano vegetal inferior; produz então os brotos, tece as folhas, e desabrocham as flores, que prenunciam os frutos sazonados do outono! Sob os olhos vigilantes do jardineiro, o “cavalo selvagem”, ou antigo caule agressivo, torna-se um escravo dócil e um pedestal obrigatório para a planta superior.

Mas não tarda, também, que ele mesmo se deixe influenciar pela transformação e se renove na seiva e o adubo cientificamente administrado em suas raízes. E o velho tronco se torna então luzidio, vistoso e nutrido, extinguindo-se o seu ciúme e a sua cólera, para se constituir num prolongamento vivo da mesma espécie superior Em conseqüência, recebe também a afeição do jardineiro, que lhe asseia o invólucro exterior e também o protege contra os vermes, os insetos e as formigas. Em breve, ei-lo fazendo parte dos pomares nutritivos ou a sustentar os arbustos carregados de flores perfumadas!

Antes, era apenas o “cavalo selvagem”, o caule hirsuto, primitivo e indomável, rebelde à justaposição do vegetal aprimorado, que o jardineiro lhe impunha no enxerto comum; posteriormente, transforma-se em admirável cunho de beleza vegetal, que segura o buquê de flores fascinantes ou sustém a oferta viva dos frutos saborosos!

E óbvio que, se Deus, como divino jardineiro, prodigaliza seus cuidados, com tanta precisão e afeto, para que o simples vegetal se situe entre padrões mais primorosos, de modo algum deixaria de distribuir as energias espirituais superiores pela carne primitiva dos filhos dos homens das cavernas! E ele o faz, sem permitir que a seiva bruta e instintiva também destrua a qualidade psíquica já conquistada pelos exilados terrícolas, tanto no campo da consciência como no seu senso diretivo ascensional.
PERGUNTA. -Ainda não podemos compreender perfeitamente essa retificação psíquica em mundo inferior quando tudo ali parece eliminar as menores possibilidades educativas. Esse mundo nos parece uma prisão compulsória, na qual o encarcerado não se move com liberdade e, por isso, vê reduzida ainda mais a sua capacidade para avaliar a responsabilidade dos seus próprios atos. Poderíeis explicar-nos mais claramente o assunto?

RAMATIS: Lembramos o exemplo dado anteriormente, em que o orador capcioso deve retornar, em nova existência, sob terrível gagueira. A sua redução inicia-se pela perda da antiga palavra fácil e hipnotizadora. Antes, o seu espírito fascinava as multidões, pelo encanto da voz aveludada e do gesto elegante; depois, é ridicularizado nos esgares da gagueira e nos esforços hercúleos que faz para ser compreendido. O seu espírito, embora amordaçado por essa impossibilidade fisiológica, desenvolve os poderes da reflexão e coordena os seus pensamentos antes de expô-los em público. Ele avalia a angústia para compor as palavras através da gagueira, e se vê obrigado, por isso, a só tratar do que é benéfico e útil; desaparecem a insinceridade, os subterfúgios, a dialética complicada e as antigas manhas, porque para o gago o tempo urge; há que aproveitá-lo com inteligência, se quiser fazer-se entendível e tolerável pelos seus impacientes ouvintes! impedido de empregar os antigos jogos florais da palavra que emocionava, mas que era um desmentido ao seu modo de pensar, o espírito do gago ajusta-se a um raciocínio correspondente exatamente ao seu modo dificultoso de falar. Em conseqüência disso, adquire hábitos novos e bons, que não cultuava no passado; obriga-se a veicular pensamentos úteis, verdadeiros e leais, que precisam ser entendíveis à luz do dia, através de poucas palavras. Mas, apesar disso, o espírito do antigo orador não retrograda ou involui, porquanto o fator coercitivo da fala é apenas uma breve contemporização na vida terrena; é um “freio fisiológico” que retifica o excesso de volubilidade psíquica da existência. anterior, sem lesar, porém, a verdadeira consciência espiritual. Sob a coação da gagueira, os impulsos levianos e de má-fé deixam de agir, pois são preciosos os segundos para que o gago se faça compreender, devendo, por isso, expor em público só aquilo que é medido, calculado e escoimado de inutilidade e más intenções. E terapêutica reeducativa e que elimina os subterfúgios nas relações humanas, trazendo melhores qualidades à bagagem da razão do espírito.

Nenhuma alma pode recuar do ponto em que já consolidou a sua consciência de “ser” e “existir”; tudo aquilo que já conquistou de bom e acumulou nas romagens físicas e astrais, vive-lhe perenemente na memória.

PERGUNTA: - Poderíeis citar algum caso em que, embora estando a alma em reencarnação inferior pode-se provar que a sua natureza espiritual não baixou de nível?

RAMATIS: - A prova de que o espírito mantém a sua consciência integral do pretérito, mesmo sob qualquer deformação física ou situação deprimente na matéria, está nas experimentações de hipnotismo, quando determinados pacientes, submetidos à hipnose, revelam pendores artísticos, senso intelectual ou conhecimentos científicos que lhes transcendem fortemente a personalidade comum conhecida.

Quantas vezes o camponês, inculto, depois de hipnotizado, se expressa corretamente em idioma desconhecido, revela uma inteligência superior ou uma individualidade elevada! E uma bagagem de produtos elaborados nas vidas anteriores, que emerge superando a provisória condição a que o espírito se ajustou, devido a ter exorbitado da sua inteligência ou do seu poder no passado.

A roseira de qualidade, quando plantada em terreno impróprio, embora reduza o perfume de suas flores ou se atrofie na sua formosura vegetal, revelará novamente a sua plenitude floral assim que a replantem em terreno fértil. Sob idênticas condições, a alma inteligente não perde a sua consciência espiritual já estruturada nos evos findos, mesmo quando privada de todas as suas faculdades de expressão no mundo de formas; ela apenas fica ofuscada e restringida na sua ação mental. A ausência das pernas, no aleijado, não lhe extingue o desejo de andar, nem mesmo esse desejo se enfraquece; é bastante que lhe ofereçam pernas ortopédicas e ele tudo fará para reconquistar a sua antiga mobilidade, provando a permanência da sua consciência diretora do organismo.

PERGUNTA: - Gostaríamos de compreendei então, através de qualquer exemplo elucidativo, como é que espíritos mais evolvidos em ciência, arte, filosofia e senso religioso, como muitos da Terra, poderão ajustar-se com êxito no corpo grosseiro e letárgico dos homens primitivos.

RAMATIS: - Concordamos em que os exilados terrícolas possam ser mais evoluídos em conhecimentos científicos, artísticos, filosóficos ou religiosos e, naturalmente, já possuam certos requintes de civilização, mas não concordamos quanto aos seus sentimentos, porquanto a maioria deles ainda está bastante enquadrada no temperamento passional do homem das cavernas. O acadêmico que mata o seu desafeto com um punhado de balas despejadas de artística pistola de prata, nem por isso merece melhor tratamento do que o bugre que esmaga o crânio do seu adversário sob o golpe de massudo tacape. Enquanto o civilizado é mais responsável pelo seu ato, porque já compulsou compêndios de moral superior e não pode ignorar os ensinos do Cristo, o selvagem é menos responsável, porque só aprendeu que a sua glória e o seu valor aumentam na proporção do número de crânios amassados...

Entre o ladrão que arrisca a vida para furtar uma galinha e o eleito do povo que esvazia os cofres da nação com a gazua da caneta-tinteiro, o primeiro merece mais respeito e admiração, porque o seu furto possui algo de heróico e não se protege com as garantias oficiais do Direito subvertido pelos mais poderosos! E possível que haja mais cultura no cérebro do bêbado de fraque e cartola, consumidor do uísque importado, do que no do homem primitivo, que grita estentoricamente depois de uma carraspana de milho fermentado; mas, quanto às condições morais e à natureza espiritual, o selvagem é, pelo menos, mais inocente, porque ninguém o fez compreender o ridículo e a estupidez da bebedeira.

E suficiente abrirdes as páginas do jornal cotidiano, para verificardes quantas criaturas alfabetizadas, membros de associações desportivas e culturais, clubes filantrópicos e credos religiosos, detentoras de prêmios de oratória, bolsas de estudo e senso artístico, ou condecorações de mérito, famosas pela frequência aristocrática aos clubes chiques, distintas pela educação esmerada, “elegantíssimas 110 seu trajar”, como as situam melifluamente os lugares-comuns da imprensa social, caluniam, envenenam, esfaqueiam e fuzilam esposos ou esposas, irmãos, parentes e até mesmo os progenitores! Esses espíritos, aparentemente evoluídos, que ainda conseguem evitar o cárcere onde geme o infeliz ladrão de galinhas, deixam-se fotografar trajando finíssimos pijamas de seda e ostentam calculados sorrisos fotográficos. E natural que a sua elegância, cultura e cientificismo, apreciados na Terra, sejam argumentos contra a pseudo-injustiça do exílio para o planeta inferior; entretanto, sob o nosso fraco entender, lamentamos antes, e profundamente, a sorte do homem das cavernas, que terá de receber esses espíritos “cultos” em seu “habitat” rude, mas profundamente honesto!

Na realidade, os exilados da Terra serão aqueles que perderam os pêlos, mas não evoluíram do animal para o homem, estando vestidos com trajes modernos, mas em discordância ainda com a sua índole, no vosso orbe. Esses, sob o imperativo da lei natural, deverão voltar a empunhar o velho tacape e a devorar vísceras sangrentas, cruas, embebedando-se com o milho fermentado, em lugar do conhaque ou do uísque. Não se trata de punição, mas de uma devolução natural e lógica, em que os “homens das cavernas”, desajustados na Terra, serão encaminhados ao seu verdadeiro ambiente psicológico.

A emigração ser-lhes-á de imenso benefício nesse outro planeta, no qual deverão sentir a euforia do batráquio devolvido à sua lagoa. Ao homem pacífico e evangelizado, que cultua a ordem e a estabilidade espiritual na Terra, é imensamente prejudicial que aumente a progênie dos homens das cavernas, habilmente disfarçados sob os trajes elegantes, o desembaraço oral e o volumoso arquivo literário ou científico, mas ainda famélicos de banquetes, de embriaguez elegante e de fortunas fáceis. As suas armas, demasiadamente aguçadas pelo intelecto, superam geometricamente o coração e, assim, criam desatinos e discrepâncias no vosso mundo, já em vésperas de promoção espiritual. Eles são egocêntricos e descontrolados, instintivos e ambiciosos, e vivem repletos de cupidez pela mulher do próximo; quando se centralizam nos seus mundos de negócios, idealizam planos argutos favoráveis exclusivamente à parentela e a si mesmos; semeiam intrigas políticas e criam trustes asfixiadores; favorecem a indústria do álcool, mas dificultam a produção do leite e do pão. Significam perigosa horda de selvagens vestidos a rigor, que galgam posições-chave na sociedade e na administração pública, mas, enceguecidos pela volúpia do ouro e do prazer, não trepidam em armar as mais cruéis e astuciosas ciladas, que deixam verdadeiramente boquiabertos os seus irmãos peludos, das cavernas!

Mas a Lei, justíssima e boa, disciplinadora e coesa no mecanismo evolutivo, termina afastando-os da rápida experiência prematura na civilização, e os coloca outra vez no seu verdadeiro “habitat”, onde se afinam melhor à psicologia do irmão vestido com as peles naturais!

PERGUNTA: - Quais os traços característicos daqueles que não serão transferidos para o planeta inferior que se aproxima da Terra?

RAMATIS: - Conforme os prognósticos siderais, apenas um terço da vossa humanidade reencarnada estará em condições de se consagrar como o “trigo” e as “ovelhas” ou “direita” do Cristo, a fim de se juntar à outra porcentagem que será escolhida no Além, entre a humanidade de 20 bilhões de desencarnados que constituem a carga comum no mundo astral, em torno da Terra.

Os da direita do Cristo possuem um padrão vibratório, espiritual, acima da freqüência “mais alta” do magnetismo primitivo do planeta que se aproxima. Em conseqüência, não vibrarão em sintonia com as suas energias inferiores, que acicatarão o instinto inferior do psiquismo humano, furtando-se, portanto, à subtração magnética gradativa, do referido planeta. Esse acicatamento magnético do planeta primitivo só encontrará eco nos esquerdistas que, na figura de “vassalos da Besta”, responderão satisfatoriamente a todos os apelos de ordem animalizada.

Entretanto, não penseis que os “direitistas” sejam aqueles que apenas se colocam rigorosamente sob uma insígnia religiosa ou uma disciplina iniciática; eles serão reconhecidos principalmente pelo seu espírito de universalidade fraterna e de simpatia para com todos os esforços religiosos bem-intencionados. Pouco lhes importam os rótulos, as bandeiras ou os postulados particularistas de sua própria religião ou doutrina espiritualista; facilmente se congregam aos esforços coletivos pelo bem alheio, sem lhes indagar a cor; a raça, os costumes ou preferência espiritual. São desapegados de proventos materiais, desinteressados de lisonjas e despreocupados para com as críticas de suas ações; obedecem apenas à índole de amar e servir! Colocam acima de qualquer feição personalista as regras crísticas do “amai-vos uns aos outros” e “fazei aos outros o que quereis que vos façam”. Esse grupo dos “poucos escolhidos” entre os “muitos chamados”, será a verdadeira falange de ação do Cristo no vosso mundo, na hora desesperadora que se aproxima. Esse pugilo de almas coesas, decididas e indenes de preconceitos e premeditações sectaristas, sobreviverá à fermentação das paixões animais superexcitadas sob a influência magnética do planeta inferior.

PERGUNTA: - Que quer dizer a “subtração magnética gradativa”do planeta intruso, a que há pouco vos referistes?

RAMATIS: - A subtração magnética é uma sucção gradativa, partida do astro inferior; a que cada alma responderá conforme a sua faixa vibratória, revelando a sua maior ou menor afinidade com as condições de vida primitiva que lá existe. Os espíritos de vibrações rapidíssimas, em faixas vibratórias mais sutis, escaparão da influência do planeta e, portanto, não sentirão o futuro entorpecimento magnético, um estado de morte aparente e conseqüente flutuação compulsória na atração para o orbe estranho. Os “esquerdistas”, porém, sentir-se-ão sob estranha hipnose, que os deixará inquietos, ignorando de onde provém a força atrativa e succional; perderão o senso do local em que permanecerem até aquele momento e, envolvidos por forte torpor; terminarão trasladando-se para o meio inóspito do planeta higienizador; no qual só despertarão para iniciar a recapitulação das lições negligenciadas na Terra. Mas o que há de predominar nesse processo migratório exótico será justamente a afinidade psíquica de cada espírito para com o planeta primitivo.
PERGUNTA: - Após o afastamento desse astro, não ficarão na Terra pessoas que deveriam emigrar como “esquerdistas’?

RAMATIS: - O fenômeno se processa de modo lento, pois esse planeta influencia gradativamente, quer na sua aproximação, quer durante o período de seu afastamento. Os sobre- viventes esquerdistas ainda na matéria - supondo-se que o planeta se distancie sem atraí-los no devido tempo - serão catalogados no Espaço, após a desencarnação, e conduzidos pelos “Peregrinos do Sacrifício” ao orbe primitivo ou a outros mundos inferiores que lhes sejam eletivos. E a Lei é inexorável quanto ao tempo de exílio, pois os da esquerda do Cristo não retornarão à Terra antes de seis a sete milênios.

PERGUNTA:- Essas migrações de espíritos de um plane- tapara outro ocorrem sempre através do processo de atração magnética?

RAMATIS: - Não confundais acontecimentos esparsos com as diretrizes de caráter geral, traçadas pela Lei Geral do Cosmo. O processo de atração deve ser encarado como uma subtração magnética gradativa; é uma condição que se forma no acasalamento das auras magnéticas da Terra e do as tio próximo; uma faixa vibratória capaz de canalizar o rebanho dos espíritos em completa sintonia com o seu magnetismo, assemelhando-se a gigantesca nave planetária destinada a receber em seu bojo os viajantes terrícolas de “terceira classe”, que vão passar longa temporada de “cura” num sanatório.

Os métodos usados pela Direção Sideral para essas migrações variam conforme as distâncias e a natureza magnética de cada orbe e, também, segundo a natureza psíquica dos emigrados. Os espíritos exilados do satélite de Capela, na constelação de Cocheiro, trasladaram-se em grupos, através da volitação compulsória, flutuando num mar de energias cósmicas, ativadas e sustentadas pelo energismo das mentes poderosas dos Espíritos Superiores para, em seguida, ingressarem na carne.

PERGUNTA.’ - Dissestes, alhures, que há vida animal nesse astro,’ no entanto, pelo que está ao alcance do nosso entendimento, esse planeta não recebe suficientemente a luz solar para possuir vida orgânica. Planetas mais próximos do nosso Sol, como Saturno, Netuno e Plutão, são dados pela nossa ciência como impossibilitados de manter vida orgânica. Que dizeis a esse respeito?

RAMATIS: - Não podemos nos estender em descrições físico-químicas com relação a Saturno, Plutão ou Netuno, de modo a vos provar que a vida que lá existe é preciosa e compatível com as determinações do Divino Arquiteto. Se ele fez o mais difícil, como seja criar os mundos, conseqüentemente faria o mais fácil: povoá-los! As leis que estabelecestes, valendo-vos dos fenômenos conhecidos da vossa tela astronômica, não servem para que analiseis a vida no planeta que se aproxima, cujo evento estamos relatando sob dois aspectos distintíssimos: o acontecimento físico, acessível à vossa ciência astronômica no futuro, após o progresso da ótica etérica, e o evento espiritual só compreensível aos cabalísticos.

Não poderíamos explicar-vos minuciosamente o processo em suas bases expressivas, porque se trata de um fenômeno que ocorre no “mundo interior”, onde a efervescência de energias suplanta as demarcações das formas objetivas e muda os conceitos de distância e velocidade! Na realidade, o que vos parece um deslocamento geográfico ou astronômico é só operação de mudança vibratória interior e a criação de um campo magnético condutor dos acontecimentos determinados na zona mental.
E necessário não esquecerdes de que o Supremo Arquiteto não criou um só grão de areia que não fosse visando a consciência espiritual de seus filhos. Os seus propósitos inteligentes disciplinam rigorosas medidas que controlam as despesas na economia do Cosmo; os orbes, os sistemas, as constelações e galáxias são celeiros de formas vivas, sob as mais variadas expressões, sem se distanciarem um mícron da direção íntima espiritual, que cuida e plasma as consciências individuais através dos seus obreiros espirituais. Não é necessário vos afastardes da Terra para comprovardes que por toda parte existem condições de vida sob aspectos os mais extremistas e contraditórios!

Enquanto o condor tem o seu “habitat” no pico dos Andes, em atmosfera rarefeita, o tatu, a toupeira ou a minhoca encontram conforto no meio asfixiante do subsolo; o pássaro se banha na leveza do oceano de luz atmosférica, mas o monstro marinho suporta ciclópicas toneladas de pressão oceânica na sua morada submarina; o leão sacode a juba, feliz, sob o calor ardente do deserto, enquanto o urso-polar mostra o seu euforismo na continuidade da neve; a carapaça alimenta-se nas pedras, e os batráquios se rejubilam no gás de metano dos pântanos; a borboleta é um floco delicado que se extingue ao sopro da brisa mais forte, enquanto a tartaruga é pesado bloco de pedra viva, que sobrenada na água; a foca saltita contente na água gelada e inúmeros insetos reavivam-se nos gêiseres de água fervente!

Variam indefinidamente as pressões, as temperaturas e os estados físicos, mas a vida se revela em tudo; assim, há seres vivos que podem adaptar-se a qualquer orbe onde os cientistas sentenciam gravemente a impossibilidade de vida. O Sol estende-se com a mesma prodigalidade sobre todos os seres e coisas, criando temperaturas diversas e homens diferentes, e tanto atende à vida em vosso orbe quanto em Plutão ou Saturno!

Estamos certos de que, se o vosso mundo fosse povoado exclusivamente de africanos, estes lançariam o seu anátema à possibilidade de existirem homens brancos, louros e de olhos azuis; e se, pelo contrário, a Terra fosse unicamente povoada por brancos, provavelmente terminariam queimando o ousado profeta que afirmasse a existência do homem de cor preta! E, se o mundo fosse povoado só de pretos e brancos, o primeiro homem vermelho que aparecesse, de cabelo ruivo, cor de fogo, iria para uma jaula, por considerarem-no um bicho esquisito!

O vosso orbe é um celeiro vivo e representativo da fauna e dos diversos remos de outros mundos, oferecendo aspectos para avaliardes todos os fenômenos possíveis que ocorrem nas diversas moradas planetárias que se balouçam na abóbada celeste. Deus plasmou o seu pensamento repleto de vida na substância formativa dos mundos, e a sua magnífica vontade faz desatar sonhos em todos os quadrantes do Cosmo; as leis que os criam são sempre as mesmas na sua função “interior”, e agem eqüitativamente em todos os sentidos; por isso, é estultícia e mesmo ridículo considerardes que o acanhado padrão humano terrícola deva ser a fórmula única para toda a vida planetária.

PERGUNTA: - Considerando que há íntima relação entre o corpo físico e o seu molde preexistente, que é o perispírito, formando com as substâncias magnéticas do meio em que sempre se reencarna, achamos que haverá profunda dificuldade para os espíritos terrícolas se adaptarem a um meio primitivo, como o é o do astro de que se trata. Que dizeis?
PERGUNTA: - Esses exilados também se denominavam assim, no seu mundo perdido, em Capela? Eram de tipos egípcios, hindus, israelitas, chineses, e guardavam as mesmas idiossincrasias que revelaram na Terra?

RAMATIS: - A linguagem hindu, judaica, egípcia e chinesa está repleta de sinais léxicos que pertenciam aos exilados no satélite de Capela, de onde eles provieram. Quase todas as fórmulas de matemática, química e física que ainda usais guardam perfeitas características das línguas quase extintas naquele orbe longínquo. Os costumes e as idiossincrasias desses povos exilados revelam profundas analogias com o antigo modo de vida peculiar ao seu mundo original. Principalmente os egípcios, por serem aqueles que possuíam a mente mais desenvolvida e a memória etérica mais lúcida na recordação, deixaram em vosso mundo maior bagagem de valores idiomáticos da migração compulsória. No entanto, não existiam lá as raças agrupadas que formaram na Terra os judeus, os egípcios, hindus, chineses e os descendentes dos árias. Essas raças foram constituídas, no vosso orbe, por afinidade de psicologia espiritual e não racial. Na qualidade de enxotados, representavam a “escória” daquele mundo, que também fora promovido a condições superiores. Emigraram exatamente os “esquerdistas”, os rebeldes recalcitrantes, que constituíam os lobos, o joio ou os “maus” à esquerda do princípio crístico, que é o fiel aferidor do grau evolutivo dos espíritos, em qualquer latitude cósmica. Embora esses povos que compuseram os exilados nos pródromos da civilização terráquea se manifestem agora com belas e notáveis credenciais superiores, devem suas bases evolutivas ao fato de haverem sido “anjos decaídos” para a Terra!
PERGUNTA: - Dai-nos algum exemplo, para entendermos esse agrupamento de exilados por “afinidade de psicologia espiritual”, formando raças aqui na Terra.

RAMATIS: - O fenômeno se repetirá exatamente no próximo “fim de mundo”, que já beira o vosso século. Os Mentores Siderais escolherão entre os esquerdistas do Cristo os grupos afins às mesmas idiossincrasias psicológicas, para fazê-los reencarnar-se destacadamente no astro-exílio, sob clima físico e ascendentes biológicos iguais, criando-se, então, determinadas “raças” provindas de indivíduos afinizados pelos gostos, ações, intelecto, sentimento e ideais.

Sobre a escória dos colocados à esquerda crística, os Psicólogos Siderais aglutinarão indivíduos pertencentes a um só tipo padrão, que hão de constituir uma raça particular, assim como foi feito no satélite de Capela. Exemplificando: - Os fanáticos, intransigentes, mercantilistas e orgulhosos de todas as doutrinas religiosas da Terra serão agrupados à parte; em seguida, os avaros, os desonestos, os capciosos e astuciosos; após, os cruéis, os impassíveis, os malfeitores e semeadores de sofrimento; além, os luxuriosos, os pervertidos, os desvirtua- dores da moral costumeira ou os zombeteiros, mistificadores, malbaratadores dos bens alheios. Cada um desses grupos, aglutinados eletivamente em tipos psicológicos semelhantes, e não em raças, será reencarnado em ambiente e situação adequados às suas purificações no orbe intruso. Como são portadores de mazelas semelhantes, depurar-se-ão entre si mesmos, no conflito das próprias idiossincrasias e defeitos perniciosos! Não somente se situarão na terapêutica da”vacina”ou da”homeopatia sideral”, baseada na lei “similia similibus curantur”, como ainda terão de se ajustar à lei de que “quem com ferro fere com ferro será ferido”.

Muitos de vós ignorais ainda que Jesus não formulou conceitos de ordem exclusivamente individualista mas, sob um conteúdo aparentemente singelo, deixou no Evangelho a Lei Sideral, que sempre abrange as coletividades e não indivíduos!

PERGUNTA: - Gostaríamos de ouvir o vosso parecer sobre o fato de alguns confrades espíritas haverem afirmado que, diante dos postulados do Espiritismo, não só se torna injustificável essa emigração de espíritos para um mundo inferior como até contraria o pensamento de Allan Kardec a esse respeito.

RAMATIS: - Lamentamos que pessoas que se dizem espíritas façam essas afirmações imprudentes, conseqüentes tão somente de falta de leitura das obras kardecistas, que consideramos como bases fundamentais da doutrina espírita. Embora disponhamos de centenas de anotações, preferimos limitar-nos a fazer a seguinte transcrição de algumas palavras do glorioso líder espírita: “Tendo que reinar na Terra o bem, necessário é que sejam dela excluídos os espíritos endurecidos no mal e que possam acarretar-lhe perturbações. Deus permitiu que eles aí permanecessem o tempo de que precisavam para se melhorarem; mas, chegando o momento em que, pelo progresso moral de seus habitantes, o globo terráqueo tem que ascender na hierarquia dos mundos, interdito será ele, como morada, a encarnados e desencarnados que não hajam aproveitado os ensinamentos que uns e outros se achavam em condições de aí receber”.

Serão exilados para mundos inferiores, como o foram outrora para a Terra os da raça adâmica, vindo substituí-los espíritos melhores. Essa separação, a que Jesus presidirá, é que se acha figurada por estas palavras sobre o “Juízo Final”: “Os bons passarão à minha direita e os maus à minha esquerda”. Encontrareis estas palavras no livro A Gênese, capítulo XVII. E no capítulo XI, comentário 36 do mesmo livro lereis o seguinte: - “Na destruição que por essas catástrofes se verifica, de grande número de corpos, nada mais há do que o rompimento de vestiduras. Nenhum espírito perece; eles apenas mudam de plano; em vez de partirem isoladamente, partem em bandos. Essa a única diferença, visto que, ou por uma causa ou por outra, fatalmente têm de partir, cedo ou tarde”. Ainda no comentário 37, do mesmo capítulo XI, a explicação é claríssima: - “Há, pois, emigrações e imigrações coletivas de um mundo para outro, donde resulta a introdução, na população de um deles, de elementos inteiramente novos. Novas raças de espíritos, vindo misturar-se às existentes, constituem novas raças de homens”.

Ditamo-vos, também, algumas respostas diretas das entidades auscultadas pelo grande líder espiritual, constantes do Livro dos Espíritos, capítulo IV: item III.

Pergunta 173: - A cada nova existência corporal a alma passa de um mundo para outro, ou pode ter muitas no mesmo globo?

Resposta: - Pode viver muitas vezes no mesmo globo, se não se adiantou bastante para passar a um mundo superior.

Pergunta 173B: - Podemos voltar a este, depois de ter- nos vivido noutros mundos?

Resposta: - Sem dúvida. E possível que já tenhais vivido algures na Terra.

Pergunta 174: - Tornar a viver na Terra constitui uma necessidade?

Resposta: - Não; mas, se não progredistes, podereis ir para outro mundo que não valha mais do que a Terra e que talvez seja pior do que ela.
Como vedes, há que compulsar com muito critério a extraordinária base fundamental do Espiritismo, que são os livros de Allan Kardec, porque para aqueles que tiverem “olhos para ver”, as mais profundas verdades estão ali ocultas.
Capítulo - 14
A verticalização do eixo da Terra
PERGUNTA: - Temos meditado bastante sobre as vossas afirmações de que no decorrer da segunda metade do século atual acentuar-se-ão os efeitos da verticalização do eixo da Terra. Podeis dizer-nos se algum profeta do Velho Testamento corrobora as vossas afirmativas nesse sentido?

RAMATIS: - O profeta Isaías, no livro que traz o seu nome, diz o seguinte, com relação aos próximos acontecimentos: “Pelo balanço será agitada a Terra como um embriagado e será tirada como a tenda de uma noite, e cairá e não tornará a levantar-se” (Isaías, 24:20). E uma referência à verticalização do eixo da Terra, que não permitirá que ela se levante novamente, isto é, que retorne à sua primitiva inclinação de 23° sobre a eclíptica. Jesus também declarou que no fim cio mundo serão abaladas as virtudes do céu.

PERGUNTA: - Embora confiemos em Jesus e nas suas afirmações, surpreende-nos que deva ocorrer uma tal derrogação das leis sensatas e eternas, do Cosmo, apenas para que a Terra atinja satisfatoriamente o seu ‘Juízo Final’ Estranhamos esse dispêndio de energias e grande perturbação cósmica para a verticalização da Terra, que é um planeta insignificante perante o infinito. Não temos razão?

RAMATIS: - A vossa estranheza provém do fato de tomardes “ao pé da letra” as palavras de Jesus. A Terra, sem dúvida, é um planeta muito insignificante para merecer tais providências, que redundariam numa catástrofe cósmica se alguém se pusesse a sacudir os planetas e a vossa própria Terra, como Sansão sacudiu as colunas do templo que lhe caiu em cima... O que o Mestre predisse é que, ao se elevar o eixo da Terra e desaparecer a sua proverbial inclinação de 23°, haverá uma relativa e correspondente modificação no panorama comum astronômico; cada povo, no seu continente, surpreender-se-á com o novo panorama do céu, ao perceber nele outras estrelas desconhecidas dos costumeiros observadores astronômicos. Em linguagem alegórica, se verticalizar o eixo da Terra, é claro que as estrelas hão de, virtualmente, descer ou cair das suas antigas posições tradicionais, justificando-se, então, a profecia de Jesus de que as virtudes do céu serão abaladas e as estrelas cairão. Se vos fosse possível virar o globo terráqueo, no Espaço, verticalizando-o de súbito e tirando-o, portanto, dos seus 23 graus de inclinação, toda a humanidade teria a sensação perfeita de que as estrelas estariam caindo do horizonte. No entanto, elas se manteriam firmes, nos seus lugares habituais; a Terra é que, devido à torção sobre si mesma, deslocaria no céu os quadros costumeiros e familiares a cada povo, conforme a sua latitude astronômica.

Na Atlântida esse fenômeno foi sentido bruscamente; em vinte e quatro horas a inversão rápida do eixo da Terra causou catástrofes indescritíveis. Atualmente, a elevação se processa lentamente. Na atual elevação, os Mentores Siderais reservaram várias zonas terrestres que deverão servir como refúgio a núcleos civilizados, onde se formem os futuros celeiros do mundo abalado e trabalhem os missionários escolhidos para propagar o avançado espiritualismo do terceiro milênio.

Se os vossos astrônomos examinarem com rigorosa atenção a tela celeste familiar, do vosso orbe, é provável que já possam registrar algumas notáveis diferenças em certas rotas siderais costumeiras.
PERGUNTA: - Há porventura qualquer outra profecia ou predição de confiança sobre essa queda virtual das estrelas, em conseqüência da elevação do eixo da Terra?

RAMATIS: Antes de Jesus, na velha Atlântida, já os profetas afirmavam que haveria modificação no “eixo da roda” ou seja, o eixo da Terra. Hermes Trimegisto, o insigne Instrutor egípcio, já dizia: “Na hora dos tempos, a Terra não terá mais equilíbrio; o ar entorpecerá e os astros serão perturbados em seu curso”. E Isaías o confirma quando diz: “Porque eis aqui estou eu, que crio uns céus novos e uma terra nova; e não persistirão na memória as primeiras calamidades, nem subirão sobre o coração” (Isaías, 65:17). O evangelista Lucas também adverte: “E aparecerão grandes sinais nos céus” (Lucas, 21:11) (queda virtual das estrelas e abalo ou comoção nos céus). João Evangelista, no seu Apocalipse anuncia: “E caiu do céu uma grande estrela ardente, como um facho, e caiu ela sobre a terça parte dos rios e sobre as fontes das águas” (Apocalipse, 8:10). E ainda: “E as estrelas caíram do céu sobre a Terra, como quando a figueira, sendo agitada por um grande vento, deixa cair os seus figos verdes” (Apocalipse, 6:13).

No Apocalipse, lê-se o seguinte: “E vi um céu novo e uma terra nova, porque o primeiro céu e a primeira terra se foram” (Apocalipse, 21:1), ou seja: a velha Terra, inclinada no seu eixo, e o velho céu familiar a todos, modificaram-se ou se foram. O profeta deixa subentendido que, devido a essa mudança do antigo panorama sideral, os cientistas terão que modificar os seus mapas zodiacais, em cada nova latitude e longitude astronômica peculiar a cada povo, organizando-lhes outros quadros do “novo céu”.

PERGUNTA: - E após a época de Jesus, quais as profecias que podem atestar esse acontecimento?
RAMATIS: - Nostradamus, o consagrado vidente francês do século XVI, delineou o roteiro profético mais exato que conhecemos para os vossos dias. Em sua carta a Henrique II ele prediz o seguinte: “Quando os tempos forem chegados, uma grande transformação se produzirá, de tal modo que muitos julgarão a Terra fora de órbita”. Na quadra 41, da Centúria II, o profeta deixa entrever claramente a presença de um astro intruso que tem ligação com a verticalização do eixo da Terra, quando prediz: “Uma grande estrela, por sete dias, abrasará a Terra e ver-se-ão dois sóis aparecerem”. Na Centúria 6/6, do presságio 27, afirma que “no fim dos tempos aparecerá no céu, no norte, um grande cometa”.

PERGUNTA: - Nostradamus fala em “cometa”, que é estrela nômade, esguedelbada, enquanto os vossos relatos se referem a um planeta; não é assim?

RAMATIS: - Se observardes com atenção as antigas profecias bíblicas e as que se sucederam ao advento de Jesus, verificareis que os profetas, como sensitivos atuando fora do espaço e do tempo, não podiam descrever rigorosamente os detalhes do que enunciavam, pois apenas captavam a imagem geral dos acontecimentos futuros. Em conseqüência, pouco se importavam com uma distinção meticulosa entre planetas, cometas, estrelas, astros ou sóis, cuja nomenclatura nem seria tão detalhada na época. Incontestavelmente, o que elimina qualquer dúvida é que todas essas profecias convergem sempre para dois acontecimentos únicos e identificáveis: a modificação do eixo da Terra, com a mudança do panorama familiar astronômico, e a presença de um corpo estranho junto ao sistema solar em que viveis.

PERGUNTA. - Porventura, Nostradamus não se quer referir unicamente ao grande eclipse solai que a ciência astronômica calculou precisamente para o fim deste século?

RAMATIS: - Se duvidais tanto das profecias e confiais tanto nos cientistas da Terra, como se deduz das perguntas que nos fazeis, achamos que estais formulando agora uma pergunta muito desairosa para a vossa ciência astronômica e humilhante para os vossos cientistas, de vez que reconheceis que Nostradamus poderia ter previsto, no seu tempo, um eclipse para 1999, sem a instrumentação científica e a técnica astronômica do vosso tempo. Mas não foi isso que Nostradamus previu. O grande vidente é bem claro na predição constante de sua carta a Henrique II, quando esclarece: “Quando os tempos chegarem, após um eclipse do Sol, ocorrerá o mais pétreo e tenebroso verão”. Ele afirma com muita precisão tratar-se de um acontecimento que há de ocorrer só depois do grande eclipse solar. Sem dúvida, a Terra se aproxima de sua fase mais importante (o pétreo e tenebroso verão) abeirando-se de um acontecimento inigualável, como nunca se viu desde a sua criação!

PERGUNTA: - Mas não podemos considerar essa predição como uma afirmação clara e positiva de que a Terra se verticalizará. Que achais?

RAMATIS: - Notai que, na mesma carta a Henrique II (Centúria 1, 56-57), a afirmação de Nostradamus é indiscutível, pois diz textualmente que “a Terra não ficará eternamente inclinada”. A capacidade profética de Nostradamus soube prever o natural ceticismo da ciência e a proverbial negação dos cientistas, pois diz mais que, apesar das opiniões contrárias (da ciência acadêmica), os fatos hão de acontecer como os relata. E, conforme já vos dissemos, o evangelista João fundamenta a predição de Nostradamus, quando também afirma: “E vi um novo céu e uma nova terra” (Apocalipse, 21:1).

PERGUNTA. - Nostradamus teria previsto também que o astro que se aproxima é de volume maior que o da Terra, conforme afirmastes anteriormente?

RAMATIS: - Na Centúria 3-34, o vidente francês deixou registrado claramente que “em seguida ao eclipse do Sol, no fim do século, passará junto à Terra um novo corpo celeste volumoso, grande, um monstro, visto em pleno dia”. As Centúrias 4-30 e 1-17 previnem-vos de que “a ciência não fará caso da predição, e dessa imprudência faltarão provisões à humanidade; haverá penúria e a terra ficará árida, ocorrendo ainda grandes dilúvios”. Certamente, os cientistas ridicularizarão o evento do astro intruso, por considerá-lo aberrativo. Isso terá como conseqüência a negligência, por parte de todo mundo, em acumular provisões, motivo por que se verão desamparados no terreno econômico, quando a fome os cercar.

PERGUNTA.’ - Segundo Nostradamus, se a humanidade levar a sério a predição e os cientistas derem aviso para que se providenciem provisões para os dias fatais, serão atenuados os acontecimentos. É isso mesmo?

RAMATIS: - Quando se fizer a conjunção dos efeitos do astro intruso com os efeitos da loucura humana, no mau emprego da desintegração atômica, “a terra será abrasada”, Sobre isso, não tenhais dúvida! Desde que, nessa ocasião, haja depósitos subterrâneos de víveres, ou já se tenha cogitado de outras providências a respeito, inegavelmente serão atenuadas a fome e a miséria. E óbvio que, se os cientistas se dispuserem a ouvir com sinceridade e confiança a simbólica “voz de Deus” transmitida através dos profetas do quilate de um Nostradamus, apesar dos acontecimentos trágicos previstos e irrevogáveis, poder-se-á eliminar grande parte do sofrimento futuro, pois o astro a que nos referimos - como bem sabemos na técnica sideral - abrasará mesmo a Terra e queimará muita coisa! E ainda podemos recordar as palavras de João Evangelista, no Apocalipse, quando diz que a Terra será destruída pelo fogo e não pela água, advertência sibilina onde se esconde a conexão da influência do astro intruso com os próprios eventos desavisados da bomba atômica.

PERGUNTA: - Algum outro planeta de nosso sistema solar sofrerá deslocações sob a influência desse astro?

RAMATIS: - Ocorrerão modificações proporcionais aos volumes, rotas e movimento dos astros na zona magnética de maior influenciação do astro visitante, conforme já vos expusemos anteriormente. No entanto, será a Lua, como satélite do vosso orbe, o que mais sofrerá em sua posição astronômica, porquanto a verticalização da Terra há de produzir determinadas modificações nas suas coordenadas de sustentação no plano astro etéreo, em correspondência com as energias que lhe fluem de outros astros adjacentes. Os orbes disseminados pelo Cosmo sustentam-se e relacionam-se entre si, adstritos às zonas de cruzamento das diagonais ou coordenadas magnéticas, semelhantes a infinita rede, em cujas malhas os globos rodopiam e se balouçam majestosamente, no mais inconcebível equilíbrio e harmonia. A mais débil modificação de uma coordenada magnética provoca um deslocamento correspondente, para compensação harmônica do sistema cósmico.

Após a verticalização da Terra, far-se-á o ajuste dos pólos magnéticos à exatidão dos pólos físicos, inclusive o fluxo de sustentação e de equilíbrio entre a Terra e a Lua. Queremos prevenir-vos de que algo mudará nas relações astrofísicas entre a Lua e o vosso orbe, porquanto, após a verticalização do globo terráqueo, também deverão harmonizar-se as atuais coordenadas, cuja força principal é atuante no campo etéreo astral, embora o fenômeno termine, depois, materializando-se na esfera física.

Essa modificação foi habilmente prevista pelos profetas antigos e modernos, conforme expomos: Isaías afiança que “a luz da Lua será como a luz do Sol, e a luz do Sol será sete vezes maior, como seria a luz de sete dias juntos, no dia em que o Senhor atar a ferida do seu povo e curar o golpe de sua chaga” (Isaías, 30:36). Nostradamus, em outras palavras, assegura que a Lua aproximar-se-á da Terra, tornando-se 11 vezes maior do que o Sol. O evangelista Lucas clama: “E haverá sinais no Sol e na Lua e nas estrelas, e na Terra consternação das gentes, pela confusão em que as porá o bramido do mar e das ondas” (Lucas, 2 1:25).

E bem clara a enunciação de todos esses profetas, os quais são unânimes em afirmar que a Lua se tornará maior e se aproximará da Terra, enquanto que a sua força há de provocar tremendas marés, como o bramido do mar e das ondas. O profeta Isaías também se refere ao fenômeno das inundações e das prováveis marés, quando enuncia: “E sobre todo monte alto e sobre todo outeiro elevado haverá arroios de água corrente no dia da mortandade de muitos, quando caírem as torres” (Isaías, 30:25). E óbvio que os arroios só poderão correr dos mais altos montes após estes terem sido alcançados e cobertos pelas águas, que dali escorrerão como procedentes de vertentes!

PERGUNTA: - Essa aproximação da Lua junto à Terra não fará os oceanos saltarem dos seus leitos e serem impelidos para os pólos?

RAMATIS: - Recordando o que já dissemos, isto é, que todo fenômeno exterior já se encontra disciplinado na esfera etéreo astral de todo o sistema solar, só podemos dizer-vos que, se a Lua não se ajustar do modo como se profetizou, será então o astro intruso que fará os mares saltarem da Terra.
PERGUNTA: - E qual o processo através do qual a Lua ficará tão brilhante quanto o So4 no dizer do profeta Isaías, ou li vezes maior do que já é, como diz Nostradamus?

RAMATIS: - O acontecimento origina-se numa questão de planos em que se situou na vidência dos profetas. Isaías viu a Lua muito próxima da Terra, o que lhe ofuscou a visão psíquica num primeiro plano, e então a sua mente associou esse fulgor inesperado ao fulgor do Sol. Essa mesma visão, quando projetada mais tarde na mente de Nostradamus, na França, fê-lo tomar o campo radiativo e áurico da Lua, aumentado pelo abrasamento do astro intruso, como sendo o seu próprio volume rígido, que ele calculou ter um diâmetro 11 vezes a mais do normal. Na verdade, ele confundiu o campo de irradiação mais próximo de si com a configuração material do satélite da Terra.

O fenômeno se explica pela lei dos planos subseqüentes, que observais nos trabalhos dos pintores ou em representações teatrais, quando certos objetos devem predominar em primeiro plano sobre os demais. A chama de uma vela diante da visão humana, conseqüentemente num primeiro plano, pode impressionar mais do que a luz de um farol brilhando ao longe em último piano, de fundo.

PERGUNTA: - Achamos prosaica essa providência sideral da verticalização do eixo da Terra, que nos deixa a idéia de um apressado conserto em nosso sistema solar.

RAMATIS: - O que vos parece prosaísmo sideral é apenas um detalhe do cientificismo cósmico disciplinando os recursos necessários para a mais breve angelitude da vossa humanidade. A verticalização do eixo da Terra, em lugar de imprevisto conserto de ordem sideral, é extraordinária benção que só os seus futuros habitantes poderão avaliar. Os orbes habitados verticalizados ou inclinados em seus eixos, ou variando subitamente em suas rotas, podeis considerá-los como embarcações planetárias transportando carga espiritual sob a disciplina da palmatória ou tão espiritualizada que já dispensa o corretivo compulsório.

De conformidade com a distância do seu núcleo solar, sua velocidade, rotação e inclinação, cada orbe sofre periódicas metamorfoses, que têm por objetivo oferecer condições tão melhores quanto seja também a modificação espiritual e o progresso de sua humanidade.

PERGUNTA: - Em vossas comunicações anteriores, tendes feito referência ao degelo que provocará nos pólos a verticalização do eixo da Terra; entretanto, alguns cientistas afirmam que esse degelo, se verificai será um acontecimento de senso comum, conseqüente do excessivo acúmulo de gelo naquela região e provavelmente responsável por fatos idênticos, registrados em épocas pré-históricas, dos quais temos conhecimento através da lenda do dilúvio do tempo de Noé, narrada na Bíblia. Explicam assim esse fenômeno que, para se registrai não está na dependência da ação de qualquer planeta que, para o consegui precise forçar a verticalização do eixo da Terra. Que nos dizeis a esse respeito?

RAMATIS: - Eles se esquecem de que a simples comprovação desses degelos é suficiente para fazer ressaltar a sabedoria dos profetas, porquanto, mesmo sob esse aspecto, eles o previram corretamente para o tempo exato. Embora os sábios atuais procurem explicar cientificamente tais degelos e os considerem como um fato normal, é muito desairoso para a ciência oficial que homens incultos, místicos e sonhadores, dos templos bíblicos, já pudessem prever com tal antecipação a ocorrência desse fenômeno para a época exata de se registrarem. Acresce ainda que esses homens não só predisseram o acontecimento, com antecedência de mais de dois milênios, como ainda o fizeram desprovidos da preciosa instrumentação da vossa ciência atual! Embora fossem profetas e, por isso, tachados de visionários, superaram todas as conclusões oficiais da ciência acadêmica, porque esta só anunciou o fenômeno já ao limiar de sua eclosão. Os louros pertencem, portanto, aos profetas. Apesar da sua inegável capacidade e do imenso benefício já prestado à humanidade, a ciência está submetida, na sua ação no campo objetivo da pesquisa e da conclusão, só a leis conhecidas; no entanto, o profeta, que se lança fora do mundo de formas e penetra nos acontecimentos fora do tempo e do espaço, pode prevê-los com muita antecedência.

O vosso aparelhamento científico pode marcar com rigor - por exemplo - os epicentros dos terremotos nos locais mais distantes; no entanto, fracassará completamente se pretenderem fixá-los com uma semana de antecedência, quer quanto à área de sua futura eclosão, quer quanto à intensidade dos seus efeitos. Depois de conhecido o fenômeno da trajetória dos cometas e a ocorrência dos eclipses, os astrônomos podem compilar rigorosa tabela, que fixa a periodicidade dos mesmos acontecimentos no futuro, com a precisão admirável de segundos; no entanto, nenhum dos seus instrumentos poderá revelar a hora, semana, mês, ano ou século em que deverá nascer um novo cometa na visão astronômica comum! E mister, portanto, que se louve e se reconheça o trabalho desses profetas”anticientíficos” do passado que, em todas as raças e tempos, previram que a mais perigosa saturação de gelo nos pólos e a possível verticalização da Terra - seja em virtude de escorregamento da carga refrigerada, seja devido ao aquecimento normal - dar-se-á exatamente no fim do vosso século! Que importa o mecanismo do fenômeno, se eles o previram com tanta exatidão? Seja o escorregamento do gelo, seja o planeta intruso ou seja o aquecimento anormal, o que importa para vós é que os profetas previram o acontecimento para este século e justamente em conexão com o período sibilino do “fim dos tempos”. Divino “senso comum” o desses profetas que, destituídos de telescópios, réguas, transferidores, esquadros e tábuas de logaritmos, desconhecendo os princípios do gás eletrônico, a lei de Kepler ou de Newton, puderam ultrapassar o “senso científico” do homem atômico do século XX! A vossa ciência constata o fenômeno e o explica cientificamente; eles o anteciparam de dois milênios e o previram em sua forma e intensidade, inclusive quanto à época exata de sua eclosão!

PERGUNTA: - Mas é evidente que, sob essa teoria científica de deslocamento do gelo polar e a possibilidade de a Terra mudar por si os pólos, a sua verticalização poderia prescindir da ajuda de um astro intruso. Não é assim?

RAMATIS: - A finalidade principal desse planeta não é essa, mas a de higienizar a Terra e recolher os “esquerdistas”. Entretanto, em virtude de sua passagem junto à Terra, as camadas refrigeradas, dos pólos, terão de deslocar-se, tangidas pela ação interna dos primeiros impactos magnéticos do astro intruso. O fenômeno é exatamente inverso ao que a ciência pretende conhecer e julgar; ele opera primeiramente no mundo etéreo astral e radiante da substância, para depois repercutir nas camadas físicas. Essa ação se processa antes na energia livre, para depois atingir a matéria, ou seja, a energia condensada.

PERGUNTA: - E qual seria um exemplo favorável ao nosso entendimento?

RAMATIS: - A ciência médica utiliza-se do aparelhamento de eletroterapia ou radioterapia, para modificar as células e os tecidos orgânicos atrofiados ou dilacerados, mas primeiramente atua no campo imponderável ou magnético do ser humano, para depois o fenômeno se materializar no campo físico. Inúmeros hipnotizadores agem no campo magnético do “sujeito”, no seu veículo etérico, e paralisam-lhe os músculos, obtendo a rigidez cadavérica. O faquir apressa o crescimento da semente de abóbora, fixando-lhe o olhar poderoso, como um”detonador”vital que, então, desperta o metabolismo astro etérico da semente e põe em movimento o seu mecanismo de assimilação das energias nutritivas do meio. Só depois que se faz a ação interna, ou etérica, ou, se quiserdes, a magnética, é que se torna visível a modificação no campo físico.

Vós observais o aquecimento do orbe e a movimentação natural do gelo polar, mas ignorais completamente qual seja o agente influenciador interno, que ainda se distancia muitíssimo da receptividade comum da instrumentação científica. O acontecimento é facilmente compreensível para os iniciados, mas ridículo, talvez, para o abalizado cientista profano, que descrê do viveiro de energias ocultas e dos fenômenos que se situam além do poder da ótica astronômica.

PERGUNTA: - Segundo tendes afirmado, a verticalização do eixo da Terra causará comoções que se refletirão também nos oceanos, dando lugar à emersão de continentes desaparecidos. Pensamos que essas terras não poderão ser férteis, de vez que estarão saturadas de sal. Conforme afirmam os cientistas, muitos desertos atuais, como o Saara, devem a sua aridez e improdutividade ao fato de terem sido findos de mar Que nos podereis dizer a esse respeito?

RAMATIS: - Grandes extensões de terra, que justamente se apresentam mais férteis, nas costas da Europa, principalmente as pertencentes a Portugal e Itália, onde o vinhedo é vasto e pródigo, também foram fundos de mares e emergiram hipercloretadas, por ocasião da catástrofe da Atlântida.

Paradoxalmente ao que afirmais, os frutos nutritivos, seivosos e doces, como a laranja, o mamão, o abacate, e mesmo diversas espécies de legumes gigantes, ou a vegetação nutrida que serve para determinado tipo de pasta de celulose, nascem prodigamente nas margens litorâneas atuais, saturadas de cloreto de sódio! Poucos pântanos são tão férteis quanto os mangues, onde crescem os palmitais e que se infiltram floresta adentro, provindos diretamente das águas do mar. A aridez do deserto do Saara não provém do fato de ter sido ele fundo de mar, mas é conseqüente da erosão cólica, ou seja, o trabalho contínuo do vento erosivo sobre aquela região de seis milhões de quilômetros quadrados, que oferece excelente espaço livre para a atuação incondicional das forças destrutivas e corrosivas da Natureza. Devido à violenta corrosão cólica no Saara, surgiram os famosos “hamadás”, ou sejam, planaltos perigosos e bastiões rochosos, ante a metralha de seixos e fragmentos de rochas que os ventos carrearam em suas asas, sobre o deserto.

A prova de que a esterilidade do Saara não é fruto de saturação de sal provindo do fundo do mar, é a região montanhosa chamada “Tibesti-Hoggari”, situada no centro do deserto e que, por ser protegida do vento furioso, está semeada de oásis de água límpida e fresca e fartamente cultivada à sombra de verdes palmeiras! Por que motivo o sal deixou de atuar nesse poético recanto que, paradoxalmente, é mais fértil que muitas terras livres de cloreto de sódio?

PERGUNTA: - Embora concordemos com tais considerações, discordamos, no entanto, de que o sal possa cooperar para que o solo se torne nutrido e seivoso, e que essa cooperação venha a registrar-se nos terrenos da Atlântida, quando ela surgir novamente.

RAMATIS: - A Atlântida, quando surgir, contará com locais nutridos e seivosos, que estão submersos e que se situam exatamente sob o mar de sargaços, a começar ao sul das ilhas Bermudas e se estendendo para leste, na figura de imensos lagos flutuantes. Ali há um gigantesco atravancamento de tudo que vem do litoral, desde galhos, troncos, restos de embarcações destruídas desde tempos imemoriais, inclusive as matérias orgânicas, cadáveres de peixes e animais marinhos, formando tudo um assombroso reservatório de matérias em decomposição. A região está sendo nutrida de vitalidade, que se acentua de século para século, pela vertência das raízes das algas do gênero “sargassum bacciferum” e “stenophyllum”, cujo iodo dominante se alia a outros produtos químicos de natureza marítima, formando os iodetos no mar e apressando o metabolismo da decomposição orgânica. Os extensos vales futuros são atualmente gigantescas conchas submarinas, como vastos reservatórios de seiva fertilizante. Afora esse mar de sargaços, o oceano está repleto de moluscos, animais e, principalmente, de algas que absorvem e armazenam considerável quantidade de substâncias que, depois, se depositam no solo submarino. As correntes fluviais, por sua vez, arrastam incalculável quantidade de minerais proporcionados pela erosão do solo. As algas conhecidas como “laminaria flexicanlis” podem render quase um grama de iodo em cada quilo; as algas verdes armazenam com eficiência o amoníaco, enquanto outras chegam a conservar o ouro; os corais dos mares tropicais estão impregnados de praia e boa quantidade de chumbo; as ostras contêm rubídio, e os moluscos, como o “trépang” dos mares da China, o vanádio. E óbvio que outros tipos de animais marinhos se apresentam impregnados de arsênico, fósforo, flúor, magnésio, césio, bário, estrôncio, ferro, cobre, assim como outros fabricam as suas próprias substâncias; neste caso destacamos o “doliurn gales”, que produz vitríolo, e o polvo com o seu conteúdo tóxico de defesa.

PERGUNTA: - Já que afirmastes certa vez que as modificações da morada afetam o morado devemos crer porventura, que a simples verticalização do eixo da Terra também há de verticalizar a humanidade em espírito? Isso não contradiz a tradição de que a maturidade espiritual se faz pelo caminho interior independentemente do cenário exterior? Espíritos como Paulo de Tarso, Francisco de Assis ou Buda não sobreviveram ao próprio meio, sem necessidade de se mudar o ambiente?

RAMATIS: - Ao afirmarmos que as modificações da morada afetam o morador, não dissemos que o modificam. Uma coisa é afetar e outra coisa modificar. O verbo “afetar” vestiu-nos a idéia de “influir”, de “atingir”, e cremos que ainda não teve mudada a sua definição nos vossos dicionários. E mister compreenderdes que empregamos esforços heróicos para nos situarmos ideograficamente no vosso acanhado vocabulário humano, ao relatar eventos tão remotos. Se procurardes atribuir novos sentidos às palavras e vos apegardes tão objetivamente à sua morfologia, aumentareis naturalmente as dificuldades para compreenderdes as nossas comunicações.

E claro que o gorila não se espiritualiza no palácio luxuoso, nem o sacerdote se transforma em celerado ao pregar nos presídios; mas é claro, também, que, enquanto o morcego se sente venturoso nos casarões escuros e malcheirosos, o beija- flor é mais feliz quando esvoaça sobre as flores dos jardins. Mas, ao mesmo tempo que o jardim formoso, banhado pela luz do dia, pode afetar o morcego e deixá-lo aflito à procura do seu ambiente sombrio, o casarão escuro e malcheiroso causa angústia ao beija-flor e o torna encorujado, provando que, realmente, a morada afeta o morador.

A verticalização da Terra influirá nos seus moradores, porque há de proporcionar-lhes um ambiente mais sedativo, na forma de agradável cooperação para uma vida mais venturosa e menos contemplativa. O atual cenário terrestre exige de vós a solução de múltiplos problemas, que são obstáculos mas não ensejos evolutivos, embora despertem a dinâmica da alma ainda embrutecida, Reconhecemos que Francisco de Assis viveu entre monturos e foi santo, enquanto Messalina, insensível e escravizada às paixões degradantes, realizava as suas bacanais nos mais sublimes recantos da natureza! Há espíritos eleitos que só cantam a poesia dos pássaros e a beleza das florestas, mas há também inúmeros outros que, na forma de caçadores impiedosos, trucidam as avezitas policrômicas sob a ação dos canos fumegantes das armas de caça. Há jardineiros que se amarguram quando emurchece a rosa atraente, e há homens que matam o seu companheiro num jardim florido ou escolhem para OS ataques fratricidas o início do florir da primavera! Enquanto muitas academias diplomam às vezes salteadores disfarçados sob o fraque e cartola, alguns mestres- escolas, humildes e pobres, presenteiam o mundo com excelsos filósofos e iluminados cientistas!

O cidadão do vosso século, malgrado a considerável bagagem intelectual e científica do ambiente civilizado, não passa comumente de um selvagem de cara rapada, sugando a fumaça de folhas de fumo desfiadas e intoxicando o organismo com nicotina; impiedoso para consigo mesmo, despeja goela abaixo goles e goles de líquidos corrosivos ou tortura-se barbaramente nas apostas desportivas OU fl05 jogos alucinantes! Atravessa a vida física como um doido, numa incontrolada ansiedade pelos prazeres daninhos e conquista de independência econômica, terminando crucificado sob as enfermidades produzidas pelos vícios, imprudências e o cortejo de mazelas psíquicas e morais, que cultua incessantemente. Enquanto enxerga “civilidade” no pergaminho acadêmico, esticado em luxuosa moldura, e”aristocracia” no charuto caríssimo - através do qual Freud descobriria no homem de hoje a sublimação do velho pajé mascador de folhas de mato - o homem da Terra ri e se afasta, exatamente, dos valores reais da vida superior do espírito. Considera-se o glorioso cidadão do século XX e queda-se, entusiasmado, ante o poder assombroso da ciência humana, que acredita poder causar perturbações planetárias e dificultar a obra harmoniosa do Pai com o mau uso da força nuclear! No entanto, quantas vezes esse gigante terrícola tomba, fulminado, sobre o cheque que assina! Aqui, sob um ríctus nervoso, cai apopléctico, empoeirando o casaco de veludo custoso; ali, após fartar-se em ruidoso banquete, “falece” de indigestão, sob as vistas do sacerdote chamado às pressas!

E inegável que o ambiente pior ou melhor é sempre um ensejo oportuno para que se revele a índole psicológica e espiritual do homem, mas a verticalização do espírito há de ser conseguida essencialmente sob a influência magnética do sublime Evangelho do Crista, e não através da verticalização da Terra ou da melhoria do ambiente físico. Entretanto - como a cada um será dado conforme as suas obras - embora o indivíduo não se modifique completamente sob a ação do ambiente exterior, é indiscutível a influência que sobre ele exerce o meio em que vive, criando-lhe certos estados íntimos à parte.

Ante essa relação entre o indivíduo e o seu exterior, não seria lógico que Nero ou Calígula - dois malfeitores - merecessem o mesmo clima esposado por Jesus. Do mesmo modo, não se justificaria a moradia de Francisco de Assis nos charcos dos mundos primitivos. E possível que Nero e Calígula não se transformem instantaneamente sob o céu do Cristo, assim como o abismo pantanoso e mefítico não perverteria Francisco de Assis; no entanto, ambos seriam afetados pelo meio; no primeiro caso, seria um favorecimento e, no segundo caso, uma situação nauseante e ofensiva à psicologia delicada do espírito santificado!
Livro: Mensagens do Astral

Psicografado por Hercílio Maes

Editora do Conhecimento